Numa visita a Vila Real, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, auscultou vários serviços de saúde e abordou a questão do Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Com o início das aulas em setembro, o bastonário espera que o curso de Medicina na UTAD forme “bons médicos e que se fixem na região”.
Em declarações à Universidade FM, Carlos Cortes esclarece que a intervenção da Ordem tem como objetivo garantir que o curso não seja uma “oportunidade perdida” e assegura que nunca houve desacordos entre a delegação de Vila Real e a direção nacional da Ordem dos Médicos.
“Com todas as condições” asseguradas pelo Reitor da UTAD, Jorge Ventura, o curso de Medicina na universidade transmontana vai mesmo arrancar em setembro. Com capacidade inicial de 40 vagas, o mais recente mestrado integrado representará um investimento global de 25 milhões de euros ao longo de cinco anos. O bastonário, em representação da Ordem dos Médicos, refere que está disponível para colaborar com o curso e espera que os novos estudantes tenham uma formação “diferenciadora” em relação ao programa curricular de outras universidades.
Depois de ter obtido, em novembro do ano passado, a acreditação pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), o curso tem a duração de seis anos e aposta na humanização da prestação de cuidados de saúde e na prevenção da doença.
Tiago Delgado
Imagem: Carlos Pimentel/Global Imagens