Polémica na correção dos exames nacionais marca atualidade educativa

Polémica na correção dos exames nacionais marca atualidade educativa

 A correção dos exames nacionais de 2026 tem estado no centro da atualidade, depois dos relatos de várias falhas no novo processo de correção digital das provas. A situação está a gerar preocupação entre alunos, famílias e professores, numa altura decisiva para o acesso ao ensino superior. Este ano, a correção dos exames passou a ser feita através de uma plataforma digital, uma mudança que tem como objetivo, segundo o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, “modernizar o processo de avaliação”.

No entanto, desde o início, surgiram dificuldades técnicas, atrasos no acesso às provas e problemas na digitalização, o que levantou dúvidas quanto à segurança e à transparência do sistema. Perante a polémica, o Ministério da Educação anunciou alterações ao calendário inicialmente previsto. As classificações da 1.ª fase serão divulgadas no dia 17 de julho, enquanto a 2.ª fase dos exames decorrerá entre 20 e 24 de julho.

Apesar dos atrasos, o Governo garantiu que o calendário de candidaturas ao ensino superior se mantém. Uma das novidades mais recentes é que todos os alunos do 11.º e 12.º anos vão poder aceder à prova realizada e à respetiva correção, sem terem de apresentar um pedido de consulta. A medida pretende reforçar a confiança no processo e permitir que cada estudante confirme a forma como a sua prova foi avaliada.

Além disso, segundo o jornal Observador, o ministro Fernando Alexandre prometeu, esta terça-feira, que se alguma alteração no calendário da segunda fase dos exames nacionais afetar alguma família, o Estado deve ressarci-la. “Se houver alguma família que demonstre, de facto, que houve prejuízo, o Estado deve ressarcir a família. É um direito jurídico e é pelo respeito à lei”, afirma o governante.

Ainda assim, a contestação continua. Uma petição que pede a anulação dos exames nacionais reuniu já,  à data do fecho deste artigo, mais de 11 000 assinaturas. Direcionada ao ministério tutelado por Fernando Alexandre, à Inspetora-Geral da Educação e Ciência, Ariana Cosme, e ao Provedor de Justiça, a petição pede a anulação dos Exames Nacionais de 2026 sem prejuízo para os alunos.

Rita Silva

Imagem: Leonel de Castro/Global Imagens