O Benfica sagrou-se, este sábado, campeão nacional de hóquei em patins invicto, fechando assim os play-offs ao vencer o terceiro jogo da final frente ao Sporting, no pavilhão fidelidade.
Este jogo era decisivo para ambas as equipas, uma vitória para o Benfica tornava-os automaticamente campeões, já uma vitória do Sporting adiava a decisão do título e obrigava as equipas a defrontarem-se mais duas vezes. O Sporting entrava para este jogo em desvantagem, e embora estivessem à porta de se despedir desta competição, esta época já haviam conquistado o campeonato do mundo de clubes, supertaça e taça de Portugal. Já o Benfica até ao momento apenas tinha vencido a Elite Cup, numa época de grande investimento financeiro da direção vermelha e branca, e procurava a sua 25ª conquista do campeonato, aproximando-se assim do vencedor das duas últimas duas edições, o FC. Porto, que possuí 26.
O Sporting utilizou uma equipa totalmente diferente com o objetivo de evitar repetir o fecho dos dois jogos anteriores, e a verdade é que parecia estar a resultar. Os leões realizaram os melhores 25 minutos de todo o seu play-off, no entanto a faltar 2 minutos para o intervalo, surge um cartão azul para Diogo Barata após um gancho na perna de Viti, e 10 segundos antes de voltar o 5º elemento leonino surge o 1º golo das águias, através de João Rodrigues que fez um excelente remate colocado, sem qualquer hipótese para Xano Edo. Mais uma vez o Sporting foi infeliz nestes play-offs, pois apesar de estar por cima do jogo sofreu no seu melhor momento da final e Edo Bosch só podia esperar pelo intervalo para tentar motivar os seus jogadores, mas a apenas 2 segundos do fim a infelicidade só aumentou para a equipa visitante. Após uma jogada pela ala direita, o jovem de apenas 19 anos, Viti, dá uma forte stickada que desvia no stick de Henrique Magalhães e trai o guardião leonino, aumentando assim a vantagem benfiquista antes do intervalo.
A segunda parte começou com o Benfica a abdicar mais do ataque e a gerir o resultado, e o que podia ser um bom momento para o Sporting aproveitar a descida dos setores da equipa da casa e atacar, fica marcado por mais uma infelicidade. Logo 5 minutos após o início da segunda parte os visitantes ficam em situação de underplay, graças a Henrique Magalhães que cometeu uma grande penalidade e sofreu cartão azul. João Rodrigues bate então o pênalti e Xano Edo defende, mas na recarga o avançado português de 35 anos não voltou a falhar. Aos 9 minutos Diogo Barata leva o segundo cartão azul e deixa o Benfica em vantagem numérica pela terceira vez. No hóquei em patins nada está resolvido até ao apito final e a esperança dos adeptos leoninos aumentou um bocado, quando a 9 minutos do fim, Viti vê cartão azul deixando assim o Sporting em situação de powerplay pela primeira vez na partida e apenas terceira na final, e tal e qual as outras duas vezes não conseguiram aproveitar. Aos 20 minutos o Sporting beneficia de um livre direto, e através de Nolito consegue pela primeira vez encurtar distâncias na partida, dando ânimo nas bancadas aos adeptos visitantes. Mas apesar dos esforços da equipa leonina que nos minutos finais ainda apostaram no ataque 5×4 o resultado manteve se o mesmo.
Assistimos ainda a despedida de duas lendas destes dois clubes. Zé Diogo encerra um ciclo de 21 anos como guardião do Sporting e 14 títulos conquistados a nível sénior. Do lado do Benfica despede-se o já homenageado no anterior jogo, Lucas Ordóñez.
Os encarnados conquistam assim o seu 25º campeonato, numa edição onde terminaram invictos e com apenas 4 empates na fase regular. Em 34 jogos foram 30 vitórias.
Autor: Paulo Ribeiro
Imagem: Record