Knicks campeões após 53 anos de espera: Nova Iorque levanta o O’Brien num final épico

Knicks campeões após 53 anos de espera: Nova Iorque levanta o O’Brien num final épico

Na madrugada deste sábado disputou-se o jogo 5 das finais da NBA, encerrando assim uma série intensa entre os New York Knicks, liderados por Jalen Brunson, e os San Antonio Spurs de Victor Wembanyama. O título rumou a Nova Iorque num embate muito disputado, onde a diferença máxima entre as duas equipas não ultrapassou os dez pontos.

Os Spurs viveram uns playoffs mais atribulados. Depois de terminarem a fase regular em segundo lugar na conferência Oeste, eliminaram os Portland Trail Blazers por 4-1 na primeira ronda, garantiram o apuramento para as finais de conferência com um 4-2 frente aos Minnesota Timberwolves e sagraram-se campeões do Oeste após uma reviravolta frente à melhor equipa da fase regular, os Oklahoma City Thunder.

Já a formação de Nova Iorque, após terminar a fase regular em terceiro lugar no Leste, viveu uns playoffs quase perfeitos. Perdeu apenas dois jogos frente aos Atlanta Hawks na primeira ronda, ambos por apenas um ponto, e chegou às finais pela conferência do Atlântico após varrer os Philadelphia 76ers e os Cleveland Cavaliers.

As finais iniciaram sem um favorito claro. Os Spurs estavam convictos de ter nas suas mãos o próximo grande jogador da NBA, o “alien” Victor Wembanyama, e queriam reviver a sensação de serem campeões, vivida pela última vez em 2014. Já os Knicks estavam há 53 anos sem levantar o Larry O’Brien e desde 1999 sem disputar umas finais, perdidas precisamente contra os Spurs, e onde contavam no plantel com o base Rick Brunson, atual membro da equipa técnica e pai de Jalen Brunson, a estrela da atual equipa. Muitos apontavam um ligeiro favoritismo dos Spurs, algo que o jogo não veio confirmar.

A série foi um exercício de resiliência nova iorquina. No primeiro jogo, em San Antonio, os Knicks inverteram uma desvantagem de 14 pontos para vencer por 105-95, atingindo com isso, 12 vitórias consecutivas em playoffs, empatando em segundo lugar com o recorde dos próprios Spurs de 1999. No segundo, roubaram o triunfo nos últimos dez segundos após uma falha flagrante do ataque texano. Em casa, tropeçaram pela primeira vez na série, quebrando uma sequência de 13 vitórias seguidas, mas a fragilidade dos Spurs voltou a ficar exposta, com uma vantagem de 12 pontos a ser desperdiçada. O jogo 4 foi o mais dramático: em desvantagem por 29 pontos, os Knicks protagonizaram uma das maiores remontadas da história das finais, selada por um putback de OG Anunoby com 1,2 segundos por jogar. No jogo 5, já a perder por 16 no terceiro período, inverteram novamente o resultado e fecharam a série.

As estatísticas médias ao longo dos cinco jogos diferem pouco entre as duas equipas, com os Knicks a marcar 104,4 pontos por jogo contra os 102 dos Spurs. A diferença fez-se sentir quando era determinante. Em Nova Iorque a liderança foi distribuída. Brunson nos pontos, KAT nos ressaltos, Hart nas assistências e Anunoby nos blocks, contrastando com a dependência dos Spurs de Wembanyama, que não liderou apenas nas assistências.

O destaque, para além da enorme capacidade do “alien” em, aos 22 anos, comandar uma equipa às finais, tem de ir para Jalen Brunson. Aos dois anos de idade, viu o seu pai perder estas mesmas finais contra esta mesma equipa. Este sábado, erguiam o troféu juntos, Rick como treinador adjunto e Jalen como estrela da equipa.

Autor: David Silveira

Imagem: CNNSports