Foi na passada noite de dia 25 de junho, que o Mundo viu mais um espetáculo de futebol no Mundial das Américas. Desta vez, o Hard Rock Stadium, em Miami, recebeu o Brasil e a Escócia para um duelo a contar para a terceira jornada do grupo C. Numa altura em que todo o grupo seria decidido à mesma hora, a decisão para ser líder seria mesmo entre o Brasil e Marrocos, que defrontava o Haiti em Atlanta.
Ainda antes da bola rolar, as bancadas iam fazendo a festa, com um ambiente de invejar em Miami, e com uma cerimónia de hinos digna de arrepios com o entoar do “FlowersofScotland” e do “Hino Nacional Brasileiro”. À hora marcada, César Ramos autorizou o início do duelo das decisões entre as seleções.
Com a inovação tática de Ancelotti na turma “canarinha”, o 4-4-2 Losango do Brasil entrou forte e à procura de anular o futebol direto da Escócia de Steve Clarke. E com essa pressão alta do Brasil, chegou ao minuto 7 o primeiro golo brasileiro. Rayan, substituto do lesionado Raphinha para esta partida, subiu para pressionar a saída de bola escocesa, o que resultou no erro de Scott McKenna, que entregou de bandeja a Vinícius, o seu primeiro golo na partida.
A partir daí, só deu Brasil, que continuava a ganhar terreno e a jogar confortavelmente no campo ofensivo e a anular por completo o jogo da Escócia, com ou sem bola.
Com o meio-campo de Alisson pronto a alugar, foi mesmo o Brasil quem dobrou a vantagem. No terceiro minuto de compensação da primeira parte, os atacantes brasileiros voltaram a recuperar o esférico dentro da área escocesa, desta vez com Matheus Cunha na recuperação. Bruno Guimarães dominou a sobra e cruzou de forma perfeita para que Vini Jr. pudesse bisar e marcar assim o seu quarto golo neste mundial, dando seguimento à fase fantástica que vai vivendo pela seleção.
Na segunda parte, os jogadores brasileiros vieram mais relaxados, o que fez com que o seu sistema defensivo permitisse algumas infiltrações da Escócia nos primeiros minutos. Contudo, a defensiva canarinha mostrava-se à altura do desafio, assim como Alisson, que também fez a sua parte quando lhe foi exigido.
À hora de jogo, e debaixo da pressão escocesa, o Brasil conseguiu balançar a rede para o ponto final na partida. Desta vez, foi graças a um contra-ataque que os brasileiros chegaram ao golo. Bruno Guimarães surgiu para fazer mais uma assistência na partida, desta vez para Matheus Cunha, que não tremeu perante Angus Gunn e fez assim o terceiro e último golo do jogo.
Com o jogo mais do que decidido para os brasileiros, fazia-se ecoar nas bancadas lotadas de Miami, cânticos a pedir a entrada de Neymar, que regressou às contas do maestro Ancelotti depois de lesão. Quando Dom Carleto colocou o craque a aquecer, as bancadas foram ao delírio. E foi mesmo ao minuto 76 que a loucura se instaurou no Hard Rock. O “Príncipe da Vila” regressou finalmente à “Canarinha”. A emoção tomou conta de todos aqueles que assistiam a um jogo já bem entusiasmante e digno de Mundial, pois pela primeira vez desde 2023, Neymar envergava a camisa 10 pela seleção.
As contas do jogo não se alteraram até ao fim da partida, e o Brasil garantiu a vitória, a liderança do grupo e a passagem aos dezasseis avos de final do Mundial.
Homem do jogo – Vinícius Júnior
Sem qualquer surpresa, Vini foi a figura da partida depois de somar mais dois golos à sua conta pessoal neste Mundial e seguir assim endiabrado no ataque “Canarinho”.
Onzes Iniciais
Escócia
Angus Gunn (GR)
Nathan Patterson
Jack Hendry
Scott McKenna
Andrew Robertson ©
Lewis Fergunson
Kenny McLean
Ben Doak
Scott McTominay
John McGinn
Lawrence Shankland
Treinador – Steve Clarke
Brasil
Alisson (GR)
Danilo
Marquinhos ©
Gabriel Magalhães
Douglas Santos
Bruno Guimarães
Casemiro
Lucas Paquetá
Rayan
Vinícius Júnior
Matheus Cunha
Treinador – Carlo Ancelotti
Autor: Gonçalo Oliveira
Imagem: FIFA.com