Na noite de sábado para domingo, ficou concluído o SummerSlam deste ano com a segunda noite, sendo esta a segunda edição onde a Premium Live Event é dividida em dois. Esta noite contou com vários títulos em jogo, fins de rivalidade, retornos e uma das lutas do ano no main-event.
A luta de abertura ia determinar o futuro desafiante ao título. No card, Finn Bálor contra Sami Zayn, mas não foi bem o que aconteceu. Antes do árbitro dar início ao combate, aparece Nick Aldis, já em funções como gerente geral do SmackDown após defrontar Gunther na noite um, e anuncia que a luta não vai ser apenas entre dois lutadores, chamando o seu antigo adversário, Gunther, para o combate. Após o choque, as surpresas não ficaram por aí. Aldis volta a interromper, dizendo que nunca falou num combate entre três wrestlers apenas, o que dá a deixa para entrar a música de Kevin Owens, fora dos ringues desde a sua vitória contra o seu melhor amigo, Sami Zayn, no seu país natal, em março do ano passado. Após o choque, veio uma luta curta. Kevin Owens dominou e acabou mesmo por vencer, tendo agora direito a disputar o WWE Undisputed Championship de CM Punk.
De seguida, o United States Championship entrou em jogo. De um lado, o retornado “Nomad” Baron Corbin, que volta à WWE após o seu sucesso nas companhias independentes para defrontar o campeão, “Mr. Lemon Pepper Steppers” Trick Williams. No final, o surpreendente aconteceu mesmo: Baron Corbin acertou um End of Days, finalizador que até hoje se mantém invicto, e não foi diferente. 1, 2, 3, e temos um novo campeão americano.
Falando em surpresas, a luta de escadas pelo WWE Women’s Championship interino trouxe-nos várias. Depois de uma luta excelente por parte das cinco lutadoras em ringue, pudemos ver o quão desvalorizada Chelsea Green é pelo resto do roster feminino. Mesmo sendo uma das favoritas dos fãs, as restantes lutadoras conseguiram mostrar na perfeição o quão pouco se importavam com a presença dela na luta. Charlotte Flair, Tiffany Stratton, Lash Legend e Jade Cargill queriam disputar o título apenas entre elas, tendo Cargill ajuda das suas “Baddies” Michin e B-Fab. No final, Green acabou esquecida sozinha no ringue, subiu as escadas e retirou o cinturão, sendo a nova campeã interina, ficando agora à espera de Rhea Ripley. Na conferência de imprensa após o SummerSlam, a recente campeã dedicou o título a Michael Hayes, produtor da WWE que disse na série WWE: Unreal que ela nunca seria campeã mundial.
Danhausen defrontou Dominik Mysterio com “dinheiros humanos”, como o próprio chama, elevados em um dos quatro cantos do ringue, numa luta onde ganharia quem os apanhasse primeiro. Após interrupções de JD McDonagh para ajudar Dominik, dos “mini-hausens” com a presença do ex-El Torito, agora Toritohausen, e de Joe Hendry, Danhausen conseguiu estender a sua sequência invicta na WWE, ficando com os seus tão amados “human monies”.
No co-main event o Intercontinental Championship esteve em jogo. De um lado, o campeão Penta, de outro, Chad Gable, que ganhou um gosto pela luta livre mexicana e toda a cultura do país. Após uma grande luta entre dois dos melhores wrestlers em ringue atualmente, Gable conseguiu conquistar o tão esperado título. No final, após o seu adversário lhe colocar o título à cintura, a família de Gable entrou em ringue e juntou-se a ele na celebração. Esta conquista é muito importante para a sua carreira e é esperado que eleve o ex-atleta olímpico a voos maiores.
A fechar a segunda noite, uma das melhores lutas dos últimos anos, tal como já era esperado. O “OTC” Roman Reigns colocou o World Heavyweight Championship em jogo frente ao seu ex-aliado e eterno inimigo Seth “Freakin” Rollins. A luta contou com spots excelentes, um storytelling perfeito de ambas as partes e uns minutos finais cativantes ao público que, mesmo após três horas de wrestling, não conseguiu ficar indiferente ao combate. O esperado retorno do terceiro membro do Shield, Dean Ambrose, não aconteceu, mas o mesmo foi homenageado pelos seus ex-companheiros, com Seth a fazer a famosa clothesline a vir das cordas e Roman a acertar um Dirty Deeds no centro do ringue. No final, o campeão reteve o título e os dois deixaram a traição de há 12 anos para trás, unindo os punhos no ringue, símbolo do The Shield.
De modo geral, apesar de algumas lutas terem ficado aquém das expectativas, o balanço global é muito positivo, havendo mesmo quem ache que o SummerSlam esteve um nível acima da Wrestlemania. Resta agora ver o que se segue com Randy e Cody, Kevin Owens, Sami e Punk, os mais recentes campeões, e quem, futuramente, subirá ao ringue do segundo maior evento do ano.
Autor : David Silveira
Imagem : Yahoo sports
