O segundo jogo da final do campeonato de futsal masculino decorreu esta terça-feira, dia 16 de junho, com o que é um dos melhores dérbis do mundo, no pavilhão João Rocha.
O Benfica vinha em vantagem, tendo em conta que já tinha ganho o primeiro jogo da final, já o Sporting vinha mais pressionado para empatar a final e, assim, equilibrar a luta pelo título. A equipa visitante veio a jogo com uma grande ausência. André Coelho não jogou devido a uma lesão no ombro direito que sofreu na partida anterior.
Desta vez o arbitro apitou às 21 e 15 para o início de jogo. Passado apenas um minuto já o Sporting pedia a revisão de um lance de possível mão na bola de Afonso, que em nada deu. Quatro minutos depois, Wesley comete uma falta sobre Higor que se converte num livre. Artur aproveita bem o livre e faz com que no marcador já esteja um golo a favor da equipa encarnada. Não tarda para o Sporting também ter direito a um livre, mas sem o mesmo fim que o livre anterior. A equipa da casa começa a pressionar e a ir atrás do resultado e é nesse momento que Tomás Paçó faz um grande passe para a finalização de Bruno Pinto que não entra à primeira, mas entra na baliza à segunda tentativa. Com o golo do Sporting o jogo vai ficando mais competitivo e agitado. A cinco minutos do final da primeira parte, Bruno Pinto volta a marcar com a assistência de Felipe Valério numa jogada bem estruturada. Depois do golo, o Benfica acaba por se ver bastante perdido deixando que a equipa leonina se aproxime da baliza mais uma vez, mas, desta vez, sem alterar o marcador. O Sporting não se cansa e a um minuto do fim da primeira parte vislumbra o terceiro golo numa bola que vai ao poste de Léo Gugiel.
Volta a segunda parte e os leões vêm a todo o gás. É logo no início da segunda parte que Zicky se consegue isolar e marcar o terceiro a favor da equipa da casa. O Sporting estava endiabrado e não deixou passar um minuto para voltar a pôr a bola na baliza encarnada. Tomás Paçó, em cima da linha da baliza, marca o quarto para os leões. O jogo continua a um ritmo frenético. E a equipa da casa mostra uma clara superioridade em relação às águias quando, numa jogada desajeitada, Pauleta marca o quinto golo. O Benfica ainda tenta ir atrás do golo, mas vê a sua melhor oportunidade a ser negada por Bernardo Paçó. Como se cinco não chegassem, Wesley merca o sexto numa jogada extremamente rápida. Os encarnados, com vontade de diminuir a diferença no marcador aproximam-se da baliza de Bernardo Paçó e é Jacaré que consegue marcar. Apesar do golo do Benfica, o Sporting não se deixa ficar e, na sequência de um livre, é Merlim que mostra pela sétima vez a raça do leão. O jogo continua muito intenso e dinâmico apenas da parte do Sporting, já que o Benfica se tornou totalmente apático. A cinco minutos do final, Diogo Santos, sem querer, fecha o marcador da partida depois de um remate de Bernardo Paçó que ressalta no mesmo e entra diretamente na baliza de Léo Gugiel.
Acaba, assim, o que foi uma goleada do Sporting obrigando a final a ter pelo menos mais dois jogos.
Autor: Joana Santos
Imagem: Record