No Expresso Político desta semana, abordamos as mais recentes notícias políticas do país e do mundo: a Festa do Pontal, que marcou o regresso do PSD à atividade política; o encontro do PS em Olhão, com críticas ao Governo; a polémica envolvendo o ministro Luís Neves; e, no plano internacional, a situação na Ucrânia, em Gaza e a tensão entre os Estados Unidos e o Irão.
Na sexta-feira, o PSD deu o pontapé de saída com a tradicional Festa do Pontal, em Quarteira. A iniciativa, que este ano assinalou 50 anos, contou com a presença do primeiro-ministro e líder do Partido Social Democrata, Luís Montenegro. No seu discurso, Montenegro fez um balanço da governação e apresentou algumas das prioridades para os próximos tempos, entre elas uma possível nova descida do IRS e o aumento do salário mínimo para 1.100 euros até ao final da legislatura.
Este discurso gerou críticas por parte da oposição, que acusou o primeiro-ministro de apresentar uma visão demasiado positiva do país e voltou a apontar problemas como o custo de vida, a habitação e os serviços públicos.
Dois dias depois, foi a vez do Partido Socialista ter também o seu “reentré” político. Em Olhão, o secretário-geral José Luís Carneiro marcou o regresso do PS à atividade política com fortes críticas ao Governo. O custo de vida esteve no centro do discurso socialista, com o partido a procurar afirmar-se como alternativa ao executivo de Luís Montenegro.
Entre as questões que marcaram a semana está também o caso envolvendo o ministro Luís Neves, que gerou críticas e reacendeu o debate político em torno da atuação do Governo. O caso foi aproveitado pela oposição para questionar a atuação do executivo e exigir esclarecimentos, enquanto o Governo procurou defender a sua posição.
Numa conjuntura internacional, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que continua sem uma solução à vista. Esta semana ficou marcada por novos ataques com drones entre os dois países, enquanto as negociações de paz continuam sem avanços significativos.
No Médio Oriente, a situação em Gaza permanece tensa. Os Estados Unidos continuam a tentar avançar com um novo plano de paz, mas as divergências entre Israel e o Hamas continuam a dificultar um acordo.
Também aumentou a tensão entre os Estados Unidos e o Irão, especialmente em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás. Um agravamento da situação que terá consequências em todo o mundo, no caso de Portugal, os combustíveis voltam a sofrer aumentos que parecem demorar a estabilizar.
Íris Almeida