Onda colombiana em Miami não chega para tirar o nulo frente a Portugal 

Onda colombiana em Miami não chega para tirar o nulo frente a Portugal 

Portugal e Colômbia protagonizaram na madrugada de sábado, dia 27 para domingo, o último jogo do Grupo K para um público de 64 mil espectadores no Hard Rock Stadium, em Miami. Ambas as seleções já haviam garantido o seu lugar na fase seguinte e o jogo servia apenas para decidir o 1º e o 2º lugar.

Portugal entrava neste jogo em 2º lugar, após uma vitória expressiva de 5-0 sobre o Uzbequistão e na expectativa de uma vitória os colocar no 1ºlugar e consecutivamente num

caminho melhor nas eliminatórias.

Roberto Martinez promoveu apenas uma alteração no onze titular, trocando João Neves por Rúben Neves.

Do lado da Colômbia,os los cafeteros entravam neste jogo após uma vitória pela margem

mínima ao Congo e no 1ºlugar do grupo e apenas necessitavam de um empate para manter o mesmo. O selecionador colombiano, Nestor Lorenzo apresentou três alterações no onze inicial, saindo Daniel Munoz, Johan Mojica e Luis Suárez, entrando Santiago Arias, Deiver Machado e Jhon Córdoba.

O jogo começou com a Colômbia por cima, indo várias vezes à área portuguesa. Logo no primeiro minuto, cabeceamento por cima da baliza portuguesa por autoria de Córdoba a causar perigo antes mesmo de Portugal sequer tocar na bola.

Ao minuto 16, lance individual de Córdoba a levar a grande defesa de Diogo Costa para manter um Portugal adormecido no jogo.

Ao minuto 21, mais um lance pela ala direita da Colômbia, com remate a bater Diogo Costa mas Rúben Neves num corte in extremis a manter o jogo no 0-0.

Ao minuto 38, lance de perigo de Portugal na 1ºparte, com cruzamento de João Cancelo para a Bruno Fernandes, que fuzila para as mãos do guarda-redes colombiano.

Ao minuto 41, lançamento de Nuno Mendes a encontrar João Félix sozinho que remata de forma acrobática a raspar a barra da seleção sul-americana. 

Mesmo antes do intervalo, ao minuto 45+2, remate de James Rodriguez do meio da equipa portuguesa, a levar a defesa apertada de Diogo Costa. 

Na segunda parte, depois de trocas de Roberto Martinez, tirando João Cancelo e Rúben Neves e colocando Diogo Dalot e João Neves, foi a seleção das quinas que entrou por cima e já no minuto 50, na sequência de um cruzamento de Dalot, João Félix cabeceia por cima. 

Ao minuto 61, jogada pela ala direita colombiana com cruzamento do recém entrado Luís Suárez para um remate a rasar o poste da baliza portuguesa, também pelo recém entrado Richard Rios. Ao minuto 66 mais uma defesa de Diogo Costa, desta vez a um remate de Jhon Arias num claro tsunami ofensivo colombiano. Na sequência do canto, remate ao lado

de Gustavo Puerta.

Diogo Dalot ainda rematou ao lado, no decorrer de um canto ao minuto 77, mas a não causar muito perigo à baliza de Camilo Vargas.

Ao minuto 87, mais um corte in extremis, desta vez de Rúben Dias, a não deixar cabecear o avançado cafetero e a manter a nulidade do resultado.

No minuto 90+1, a bola acabaria mesmo por entrar para golo da Colômbia, mas a ser anulado por um fora-de-jogo milimétrico e a causar a revolta nos colombianos presentes

não só em campo mas também na bancada. 

O jogo acabaria na nulidade, com uma demonstração abaixo do esperado pela seleção portuguesa.

Portugal acaba a fase de grupos na 2º posição e jogará na próxima fase contra a Croácia, naquele que será o 1º encontro numa eliminatória entre os dois desde o Euro 2016.

A Colômbia finaliza o grupo como líder e irá jogar contra Gana na próxima fase, naquele que será o primeiro jogo oficial entre as duas seleções.

Autor : Rúben Fernandes 

Imagem : público 

Onda colombiana em Miami não chega para tirar o nulo frente a Portugal