O último jogo da final do campeonato de futsal foi no domingo, dia 28. O dérbi mais esperado no ano converteu-se numa final com tudo em aberto.
O Sporting vinha pra jogo sem Zicky, uma figura importantíssima para a equipa leonina. Já o Benfica vinha a cem por cento e com a vantagem de jogar esta final em casa.
O espetáculo começa com a energia de sempre e com vários lances perigosos para ambas as equipas. Seis minutos depois do início da partida, Léo Gugiel avança pelo lado direito e remata a bola que bate na barra e entra na baliza de Bernardo Paçó. André Coelho nem espera que os adeptos se sentem e volta a dar felicidade aos mesmos. Com o pé direito, André remata com toda a sua força para dentro da baliza leonina. O Sporting tenta reagir, mas André Coelho volta a marcar a diferença e corta a bola antes que ela sequer represente perigo. O Benfica chega rápido às cinco faltas o que acaba por condicionar o jogo. A oito minutos do fim, Nuno Dias pede o video-support sobre um lance que cede um livro direto a favor da equipa visitante. É Tomás Paçó quem marca o livre, mas Diogo Carrera acaba com a esperança dos sportinguistas ao impedir que a bola entre na baliza. É ao minuto quinze que Allan Guilherme consegue passar por Silvestre e Pany Varela e assiste Tomás Paçó que encosta e assinala o primeiro do Sporting. A vinte segundos do fim da primeira parte, Allan Guilherme tenta o empate, mas é Léo Gugiel que trava o adversário. Acaba a primeira parte com o Benfica em vantagem.
Os jogadores voltam à quadra e o Sporting volta com vontade de empatar o que se traduz numa defesa de Léo Gugiel. Higor vislumbra o terceiro com um grande remate, mas o Bernardo Paçó agarra a bola. Diogo Santos vê a sua oportunidade de brilhar e remata à baliza numa jogada rápida que engana Léo Gugiel, assinalando, assim, o segundo dos leões. O Benfica não deixa passar um minuto para voltar à vantagem e é Silvestre que a encosta na recarga. O jogo continua electrizante. Tomás Paçó, a doze minutos do final, volta a empatar o jogo com um grande golo. A intensidade reina neste espectáculo e ambas as equipas querem chegar à vantagem. A três minutos depois, Felipe Valério derruba Diego Nunes na área e dá o pênalti à equipa da casa. É Kutchy que marca a grande penalidade e dá a vantagem às águias. A segunda parte continua extremamente intensa com defesas de ambos os guarda redes. Nuno Dias vê o tempo a apertar e decide utilizar o cinco para quatro. A cinco segundos do fim, Tomás Paçó faz uma entrada duríssima sobre Jacaré ao tentar evitar que o mesmo marque e vê o cartão vermelho.
Acaba, assim, o jogo com a vitória do Benfica e a conquista do bicampeonato.
Autor: Joana Santos
Imagem: @modalidadesslb