Rica Colômbia, e não apenas em café – Colômbia avança e coloca os portugueses em pânico

Rica Colômbia, e não apenas em café – Colômbia avança e coloca os portugueses em pânico

Durante a madrugada do passado dia 24, no Estádio Akron, Colômbia e República Democrática do Congo, pressionados pela vitória de Portugal frente ao Uzbequistão, procuravam pontuar.

A seleção sul-americana, com as bancadas pintadas de amarelo, entrava em jogo como favorita a levar os 3 pontos e garantir vaga nos 16-avos de final. A RD. Congo entrava confortável a nível pontual depois de garantir o empate frente a seleção das Quinas e com a noção de que enfrentaria na última jornada, no papel, o adversário mais fraco deste Grupo K, desta vez com o apoio de um adepto que já se tornou um ícone nos jogos da formação africana, Michel Kuka Mboladinga que falhou a batalha frente a Portugal por não conseguir o visto para entrar nos EUA a tempo do jogo, este que é conhecido por ficar imóvel durante todo o jogo, em homenagem ao antigo primeiro-ministro da RDC, que foi assassinado em 1961, Patrice Lumumba.

Maurizio Mariani dava o apito inicial, e “Los Cafeteros” tomaram as rédeas da partida e logo ao minuto 6, Daniel Muñoz introduziu a bola nas redes adversárias, mas o árbitro italiano, após informação do seu assistente decidiu invalidar o golo devido ao posicionamento irregular do lateral que atua no Crystal Palace, mas a seleção tricolor não se deixou abalar e procuraram criar mais perigo, principalmente através da tentativa de finalização fora da área, às quais o guardião congolês deu resposta à altura, e mantinha o Congo agarrado às cordas, que aquando do apito para o intervalo não tinha qualquer remate enquadrado. A partida recomeçou, mas a história manteve-se. A Colômbia pressionava alto e continuava a procurar colocar-se em vantagem. Luis Díaz ameaçou a baliza adversária, mas Mpasi-Nzau mantinha a baliza da sua equipa trancada a 7 chaves. Mas novamente Muñoz a balançar as redes do Congo, mas desta vez sem qualquer irregularidade, a manta amarela que cobria as bancadas do estádio de Guadalajara levantava-se em erupção. O Congo, que até este momento parecia ter entrado em jogo à procura apenas de não perder, via-se obrigado a ir em busca do golo da igualdade, mas Luis Díaz aproveitava o bloco alto da RDC e procurava ampliar a vantagem, e tê-lo ia feito, em duas ocasiões, a primeira invalidada por falta cometida à entrada da área e a segunda por posição irregular do extremo velocista natural de Barrancas! O conjunto africano ainda criou perigo com um remate de Mbuku, ao qual Camilo Vargas, na única solicitação em toda a partida, respondeu de forma exímia para fechar a partida! A Colômbia chega assim aos 6 pontos e está apurada para a seguinte fase e, como diz um ditado colombiano, “para morir nacimos”, o que demonstra a vontade e a entrega que esta seleção tem, pressiona a seleção lusa, visto que aos tricolores basta o empate para vencer o Grupo K! A República Democrática do Congo vê-se então obrigada a vencer o Uzbequistão para se qualificar, pelo menos através dos 8 melhores 3.ºs lugares e esperar que Portugal saia derrotada frente à Colombia e que a seleção africana surja ao fim da jornada com melhor saldo de golos do que os portugueses, o que poderá ser tarefa complicada já que existe uma diferença de 6 golos entre as duas formações!

Autor: Tiago Alves

Imagem: Correio da manhã