Argentina e Inglaterra protagonizaram um dos jogos mais emblemáticos dos mundiais de futebol a 22 de junho de 1986, no Estádio Azteca, no México. Marcado pela tensão política, rivalidade e pela genialidade de Diego Maradona, que marcou dois dos golos mais icónicos do futebol mundial.
Esta partida foi antecedida de um conflito armado entre os dois países, em 1982, denominado por Guerra das Malvinas, vencida pelos britânicos. Os argentinos desejavam a desforra, no primeiro confronto futebolístico após a guerra.
A seleção sul-americana tinha eliminado o Uruguai por 1-0 nos oitavos de final. Os ingleses venceram o Paraguai por 3-0.
Na equipa alviceleste, orientada por Carlos Bilardo, alinhavam Nery Pumpido, Oscar Ruggeri, José Luis Brown, José Luis Cuciuffo, Julio Olarticoechea, Sergio Batista, Diego Maradona, Jorge Burruchaga, Héctor Enrique, Ricardo Giusti e Jorge Valdano.
Na seleção dos três leões, treinada por Bobby Robson, faziam parte do onze Peter Shilton, Terry Fenwick, Gary Stevens, Terry Butcher, Kenny Sansom, Trevor Steven, Peter Reid, Steve Hodge, Glenn Hoddle, Gary Lineker e Peter Beardsley.
Na primeira parte, a Argentina foi superior e dominou o jogo, mas não conseguiu concretizar as oportunidades.
Já na segunda parte, aos 51 minutos, Diego Maradona marca um golo com a mão e coloca a seleção alviceleste em vantagem. Apesar dos protestos dos jogadores ingleses, o árbitro tunisino Ali Bin Nasser considerou golo, que foi muito criticado em Inglaterra e no mundo. O jogador argentino referiu mais tarde que o conseguiu com ajuda de Deus.
Aos 54 minutos, Maradona faz o golo do século e o estádio entra em apoteose. Lineker faz o golo de honra britânico aos 80 minutos.
A seleção argentina garantiu a passagem às meias-finais, abrindo caminho para a conquista do segundo mundial da sua história. Maradona conseguiu marcar os dois golos que são considerados os mais marcantes da sua carreira.
Texto: Ana Baptista