Foi na noite de 12 de agosto, que o PSG encontrou o Aston Villa na Red Bull Arena, em Salzburgo, para debater qual dos campeões da europa seria coroado o “supercampeão”.
Depois de conquistar a Champions em maio, o PSG queria começar a época com o pé direito. À sua frente, teria um Villa motivado depois de conquistar a Liga Europa também no mês de maio. Este seria um duelo entre o tecnicismo da turma francesa e o futebol físico dos ingleses.
Com o apito inicial a fazer-se entoar às 20 horas em Portugal, a equipa de Unai Emery pretendia desde o início demonstrar em campo a sua fisicalidade e jogo de referências num 4-4-2 finalizado com Buendia e Madjo como dupla de ataque. Na tentativa de contra-atacar isso, os franceses atacavam com rapidez e com muitos homens a subir e a cercar os “Villans” na sua área defensiva. Algo que resultou no golo de Kvaratskhelia ao minuto 20. Fruto da insistência parisiense, o esférico chegou redondinho ao pé do georgiano, que de forma individual, puxou para dentro e atirou para o fundo da baliza de Bizot que não conseguiu impedir a inauguração do marcador em Salzburgo.
De forma a correr atrás do resultado, os ingleses recorriam ao pragmatismo, ao aproveitar-se da pressão alta do PSG para contra-atacar quando estes estavam em inferioridade numérica na sua área defensiva. Para concretizar estes ataques, estava Brian Madjo, que com 1.93 de altura e apenas 17 anos, fez a sua estreia oficial pelos ingleses dando muitas problemas à defensiva dos campeões franceses.
A dupla McGinn – Madjo prometia causar estragos, e depois de algumas oportunidades desperdiçadas, surgiu mesmo o golo do empate. Ao minuto 45, McGinn cruzou para Madjo, que nas costas de Pacho, finalizou de pé direito para concretizar o empate em cima do intervalo.
No regresso para a segunda parte, tudo permanecia em aberto em Salzburgo. Para contrariar isso, Luis Enrique lançou Dembélé para agitar o jogo. Esta mudança permitiu ao PSG abrir o campo, com Dembélé a fazer de falso 9, de forma a atrair a defensiva adversária e atacar na profundidade graças à velocidade de Doué. Esta estratégia resultou tão bem, que em cima da hora de jogo, o extremo francês decifrou a armadilha defensiva de Emery e isolado não tremeu e bateu para o fundo da baliza de Bizot, marcando o derradeiro golo para o PSG, que apesar de ser inicialmente anulado por fora de jogo, foi revertido pelo VAR, dando início à festa do PSG na Áustria, que sem alterações no placar até ao fim da partida, viria mesmo a sagrar-se vencedor da Supertaça Europeia pela segunda época consecutiva.
Homem do jogo – Désiré Doué
Onzes Iniciais
PSG
Matvey Safonov (GR)
Achraf Hakimi
Marquinhos ©
William Pacho
Nuno Mendes
Waire Zaire-Emery
Vitinha
João Neves
Désiré Doué
Maghnes Akliouche
Khvicha Kvaratskhelia
Treinador – Luis Enrique
Aston Villa
Marco Bizot (GR)
Matty Cash
Victor Lindelof
Pau Torres
Ian Matsen
Boubacar Kamara
João Gomes
John McGinn ©
Emiliano Buendía
George Hemmings
Brian Madjo
Treinador – Unai Emery
Autor : Gonçalo Oliveira
Imagem : Globo
