Gil Vicente e Vitória SC empataram a zero, em Barcelos, naquele que foi o único nulo da 10.ª jornada. Num encontro com poucas oportunidades de golo, mas marcado por muita disputa física e 38 faltas cometidas, nenhuma das equipas conseguiu desfazer o nulo no marcador.
A partida ficou também marcada pelo reencontro de Luís Pinto com o Vitória SC, clube pelo qual conquistou a Taça da Liga na época transata.
As duas equipas chegavam a este encontro com resultados bem distintos. O Gil Vicente vinha de uma pesada derrota por 4-1 frente ao Benfica, no Estádio da Luz, para a Taça da Liga, enquanto o Vitória SC vinha de um bom momento, depois de uma expressiva vitória caseira por 5-0 frente ao Marítimo.
No que diz respeito às escolhas iniciais, Luís Pinto promoveu seis alterações no onze gilista, enquanto o Vitória SC manteve a mesma equipa titular utilizada no encontro anterior.
Mas a polémica começou antes mesmo de a bola rolar. O preço dos bilhetes destinados à bancada visitante gerou contestação entre os adeptos vitorianos, levando as claques do Vitória SC a boicotar a partida. Dias antes do encontro, os mesmos adeptos já tinham manifestado o seu descontentamento através de um protesto à porta do estádio.
O primeiro lance de interesse surgiu aos 15 minutos, quando os jogadores do Gil Vicente reclamaram uma eventual grande penalidade por uma falta de Sidibé sobre José Silva. Apesar dos protestos gilistas, o árbitro entendeu que não havia motivos para assinalar a infração.
O primeiro remate da partida pertenceu, uma vez mais, a José Silva. Aos 21 minutos, o lateral subiu no terreno, ultrapassou João Mendes, mas, utilizando o pé menos forte, acabou por rematar sem direção, sem criar perigo para a baliza vitoriana.
Aos 27 minutos, foi a vez do Vitória SC ameaçar. Após um pontapé de canto do lado direito, João Mendes, no seu estilo habitual, rematou forte e rasteiro, mas Lucão controlou a situação sem grandes dificuldades.
A melhor oportunidade da primeira parte surgiu aos 36 minutos. O espanhol Santi García cruzou rasteiro a partir do corredor direito e Larsen, com um toque habilidoso de calcanhar, desviou a bola em direção à baliza, fazendo-a embater no poste. Foi o lance de maior perigo até então, e aquele que mais perto esteve de inaugurar o marcador.
No regresso dos balneários, foi o Gil Vicente quem começou por ameaçar. Na sequência de uma falta de Borevkovic, que valeu o cartão amarelo ao defesa vitoriano, Murilo colocou a bola na área. David Moreira apareceu para cabecear, mas a bola acabou por embater em Santi García, passando muito perto da baliza e deixando os gilistas perto do primeiro golo em Barcelos.
Aos 64 minutos, na sequência de um mau alívio de Strata, Prioste aproveitou a sobra e disparou forte de fora da área, obrigando Lucas Furtado a uma defesa apertada. O guarda-redes brasileiro, que somava apenas a sua terceira partida pela equipa principal do Vitória SC.
Já perto do final, aos 89 minutos, o Vitória SC dispôs da sua melhor oportunidade para chegar à vantagem. Camara tentou isolar Alanzinho, mas Lucão chegou primeiro à bola. O guarda-redes não conseguiu segurá-la e esta sobrou novamente para Camara que, com a baliza praticamente aberta, acabou por rematar à malha lateral, desperdiçando uma excelente ocasião para dar os três pontos à equipa vimaranense.
O marcador não continuou sem sofrer alterações e o encontro terminou com um nulo, num jogo pouco exuberante em termos ofensivos, as 38 faltas cometidas acabaram também por marcar o ritmo da partida.
Com este empate, o Gil Vicente mantém-se no 7.º lugar, com 15 pontos, enquanto o Vitória SC ocupa a 13.ª posição, com 9 pontos.
Autor: Gonçalo Monteiro
Imagem: E24