SCP vence em duelo de “Sporting’s” – Velho conhecido decide no regresso à “Pedreira”

SCP vence em duelo de “Sporting’s” – Velho conhecido decide no regresso à “Pedreira”

Com o cair da noite em Braga aproximava-se o início do “jogo da jornada”, um confronto que pelo histórico recente nos duelos entre as duas equipas prometia golos. Dois treinadores que alcançaram na época passada grandes feitos a nível europeu, procuravam estabilizar-se a nível interno após um arranque em falso.  

Rui Borges viu-se obrigado a mexer na equipa, devido à penalização de Zeno De Bast, que viu o cartão vermelho no empate frente ao Arouca, cedendo assim vaga no onze a Eduardo Quaresma e ao desgaste dos internacionais sul-americanos que apenas se juntaram à equipa já nos dias prematuros ao jogo, Zalazar, Maxi e Suárez, que deram lugar a Vagiannidis, Ioannidis e com a subida no terreno de Issa Doumbia, Silas Andersen juntou-se a Altimira no meio campo verde e branco. Já Carlos Vicens promoveu apenas três alterações relativamente ao empate nos Açores, Barisic (devido a lesão), Milosevic e Gabri Martínez, foram os sacrificados cedendo o lugar a Sergio Barcia, Huseinbašić e Gabriel Silva respetivamente.  

João Pinheiro foi o escolhido para arbitrar o 2º jogo da 8º jornada da Liga Portugal Betclic, os adeptos estavam eufóricos e ansiosos pelas 20:15, e com um ligeiro atraso, ecoou o apito do árbitro que dava início a mais um grande jogo.   

Os primeiros minutos foram de grande equilíbrio, sem oportunidades de golo, a posse dividida, até que por volta dos 25 minutos de jogo Geny num grande lance individual faz abanar a trave da baliza bracarense e Doumbia na recarga remata por cima. Os leões eram quem criava mais perigo, mas ao minuto 37 Gabriel Silva desmarca-se nas costas da defesa adversária e fica cara a cara com Rui Silva, mas a demora na tomada de decisão permitiu a Fresneda recuperar posição e intercetar a bola pela linha de fundo. O Braga apesar de não se aproximar muitas vezes da área leonina procurava sempre o remate, e ao minuto 41, com um pouco de sorte à mistura conseguiu mesmo colocar-se em vantagem, Huseinbašić com um grande remate à distância que inicialmente fez abanar os ferros da baliza sportinguista, ressaltou nas costas do guardião leonino e acabou mesmo dentro da baliza, marcador inaugurado.  

Sem mais oportunidades de perigo, João Pinheiro enviou as equipas para os balneários, numa primeira parte em que o Sporting apesar das aproximações com perigo ao último terço não procurava o remate e era notável a falta de agressividade no processo ofensivo, já a equipa da casa parecia estar a conseguir manter o seu plano inicial de jogo, uma defesa coesa e quando possível procurar ferir o adversário. 

As equipas regressam ao relvado e o Braga mostrou que não estava satisfeito com a vantagem mínima e foi à procura de ampliá-la, parecia uma equipa completamente diferente do que se apresentou na primeira parte e encostou o Sporting às cordas, o problema é que este poder ofensivo dos “Guerreiros” durou apenas dez minutos e não foi eficaz como havia sido na primeira parte.  

O Sporting manteve-se coeso defensivamente e ao minuto 58, a partida tomaria um rumo completamente diferente. Tripla alteração para os leões e tal como Rui Borges mencionou mais tarde na conferência de imprensa, estes eram “jogadores diferenciados”. Zalazar, Maxi e Suárez, jogaram apenas o que conseguiam jogar depois de um desgaste enorme devido às viagens internacionais. Mas 30 minutos foram suficientes, e a equipa verde e branca melhorou de forma notável os níveis ofensivos de agressividade, e pouco tempo depois, Irankunda encontra Suárez livre na àrea bracarense e o colombiano não perdoou, igualdade restaurada. Os leões continuavam a procurar a baliza adversária, e numa arrancada do conhecido da casa, que cada vez que tocava na bola era assobiado e tolerância zero por parte dos adeptos bracarenses, procurava o cruzamento e em mais um lance caricato no jogo, Vítor Carvalho intercepta a bola contra o próprio guarda-redes que tem a infelicidade de colocar a bola dentro da baliza, dois momentos de frustração para os dois guardiões na partida, e com isto Sporting em vantagem.  

O Sporting recuou no terreno por força do movimento ofensivo e reação que o Braga teve nos minutos após sofrer o segundo golo, mas foi preciso esperar apenas 10 minutos para que Zalazar volta-se a criar perigo pela ala direita e acabar mesmo por ampliar a vantagem para os leões. O uruguaio que depois do remate sentiu algum incômodo na coxa esquerda e a equipa técnica leonina preferiu não arriscar e acabou por substituir mesmo o jogador. O Braga continuou a insistir e em mais um lance caricato Maxi Araújo por pouco não colocou a bola na própria baliza já nos minutos finais do jogo. Sem mais tempo para se jogar, João Pinheiro colocou um fim no que foi um jogo cheio de golos e emoção nas bancadas parte a parte!  

O Sporting regressa assim às vitórias, encurta distâncias para os adversários diretos, motivando a sua equipa e os seus adeptos para os dois jogos consecutivos europeus que se aproximam depois de já ter vencido na primeira jornada o Galatasaray. Já o Braga segue o início complicado como começou esta temporada a nível interno, mas tem agora dois jogos a contar para as competições europeias para se redimir e reconquistar a confiança dos seus adeptos, que no fim do jogo erguiam lenços e cartolinas brancas como forma de protesto.  

MOTM F 

Foram apenas 25 minutos em campo, mas que impacto tremendo teve Rodrigo Zalazar no seu regresso à “Pedreira”, uma conquista dos adeptos leoninos por parte do uruguaio e um maior descontentamento por parte dos bracarenses que apesar da sua saída ter rendido um grande valor financeiro aos cofres do Braga, sentenciou uma pesada derrota ao clube que representou anteriormente. Segue numa grande forma o craque uruguaio que se mantiver este nível exibicional nas competições internas e for capaz de capitalizar grandes atuações nos jogos de Liga dos Campeões não se manterá muito tempo no nosso campeonato. 

Autor: Tiago Alves & Bárbara Sá
Imagem: Torgador