Mundial 2026: Pela Ordem e Progresso é Brasil nos Oitavos de Final do Mundial

Mundial 2026: Pela Ordem e Progresso é Brasil nos Oitavos de Final do Mundial

Foi na tarde de dia 29 de junho, que Houston recebeu mais um jogo a contar para o Campeonato do Mundo. Desta vez, O NRG Stadium encheu-se para o embate entre o Brasil e o Japão a contar para os dezasseis avos de final do Mundial.

À chegada para o jogo, tudo prometia ser entusiasmante. Um duelo entre uma das candidatas ao título, desesperadamente atrás do hexacampeonato do mundo, e uma seleção que se tem demonstrado surpresa no Mundial das Américas, tem tudo para nos tirar o sono.

Com o apito do italiano Maurizio Mariani a entoar-se em Houston, foi a turma “Canarinha” que começou a partida por cima, com o domínio da posse de bola e das ações de jogo. Para esta partida, Ancelotti promoveu algumas mudanças na forma de jogar dos brasileiros, sendo uma das mais notáveis, a passagem de Paquetá para perto da defesa, com o objetivo de ajudar na propagação ofensiva da equipa do Brasil.

A primeira oportunidade de jogo veio do pé de Matheus Cunha ao minuto 13. Casemiro passou ao seu conterrâneo do Manchester United e este chutou de fora da área para uma intervenção segura de Zion Suzuki. Logo depois, Bruno Guimarães também tentou a sua sorte, mas não obteve sucesso.

Apesar da evidente superioridade “Canarinha”, os latinos encontravam dificuldades em superar a tão disciplinada e organizada equipa do Japão. E como quem não marca sofre, foram mesmo os nipónicos os primeiros a chegar ao golo. Ao minuto 29, Kaishu Sano aproveitou um erro brasileiro na saída de bola e acelerou para a baliza de Alisson, que não impediu o remate rasteiro de entrar na sua baliza e inaugurar assim o placar em Houston.

Com o resultado a manter-se favorável para os asiáticos até ao intervalo, Ancelotti procurou mudar as peças do seu xadrez para a segunda parte ao promover a entrada de Endrick logo de início ao render Paquetá que saiu com queixas físicas.

Esta mudança deu mais força e mais presença ao ataque brasileiro na área adversária, e logo aos 52 minutos, Bruno Guimarães esteve mais uma vez perto de marcar, desta vez com um cabeceamento que parou nas mãos de Suzuki.

No entanto, a organizada turma de Moriyasu não aguentou a pressão por muito tempo. A pressão brasileira era tal, que ao minuto 56, até Gabriel Magalhães aparecia à entrada da área. E foi mesmo o central brasileiro que tirou o cruzamento teleguiado para a cabeça de Casemiro, que ao segundo poste não tremeu e cabeceou para o empate no marcador mais uma vez.

O golo do veterano Casemiro deu ainda mais força à equipa brasileira e aos milhares de adeptos “canarinhos” presentes em Houston. Esse calor brasileiro transformou-se em magia, pois através do pé direito de Vinícius Jr. quase que saía um dos mais belos golos desta edição do Mundial. O extremo do Real Madrid captou o esférico na esquerda, deixou Tomiyasu com gelo entre as pernas e depois de ultrapassar mais um defensor nipónico rematou à baliza, mas a bola não entrou depois de uma excelente intervenção de Suzuki que a meias com o poste, impediu aquilo que seria mais um momento de brilhantismo de Vini no Mundial.

O Brasil insistia e persistia, mas o golo tardava em chegar. O Japão estacionava o autocarro diante da baliza de Suzuki e ia desesperando os brasileiros que já se imaginavam em mais 30 minutos de jogo com o prolongamento à porta. Contudo, nunca se pode descartar uma reviravolta tardia quando no banco está Dom Carleto Ancelotti. Como tal, foi aos 90+5 que surgiu a “remontada Canarinha”, depois de uma recuperação alta de bola por Rayan, este passou a Bruno Guimarães, que assistiu Martinelli para um remate colocado, que levou à loucura os milhares de brasileiros presentes no NRG Stadium.

Com este magnífico espetáculo de futebol a encerrar-se em Houston, é o Brasil que avança para os oitavos de final, onde irá defrontar o vencedor do embate entre a Noruega e a Costa do Marfim, que se defrontam dia 30 de junho no AT&T Stadium. Pelo caminho ficou a honrosa seleção do Japão, que apesar da sua organização e disciplina, não foi capaz de ultrapassar o magnânimo Brasil.

Homem do Jogo – Casemiro

Onzes Iniciais

Brasil

Alisson (GR)

Danilo

Marquinhos ©

Gabriel Magalhães

Douglas Santos

Bruno Guimarães

Casemiro

Lucas Paquetá

Rayan

Matheus Cunha

Vinícius Júnior

Treinador – Carlo Ancelotti

Japão

Zion Suzuki (GR)

Takehiro Tomiyasu

Shogo Taniguchi

Hiroki Ito

Ritsu Doan

Kaishu Sano

Daichi Kamada

Keito Nakamura

JunyaIto

Daizen Maeda

Ayase Ueda

Treinador – Hajime Moriyasu

Autor: Gonçalo Oliveira

Imagem: ABola