O clássico de terror “Frankenstein” de Mary Shelley, adaptado por Guillermo Del Toro conseguiu nove nomeações para os Oscars, entre eles encontram-se os prémios de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.
Estreado a 17 de outubro de 2025, a adaptação traz Oscar Isaac como Victor Frankenstein, o cientista ambicioso e egocêntrico que, em experiências arriscadas, inventa uma criatura com vida, interpretada por Jacob Elordi. Enquanto a criatura vai amadurecendo, começa a criar um conflito com o seu criador que o negligencia.
A criação de Frankenstein nasce como um bebé, tendo como única referência o seu criador, tanto que a primeira palavra que consegue formar é “Victor”. A formação da sua consciência mostra-se complexa, questionando-se, inicialmente, porque veio ao mundo e, posteriormente, porque o mundo exterior não o vê como nada para além de um monstro. Essa rejeição e isolamento constantes, levam-no asentir uma grande aversão perante a humanidade e um ódio intenso pelo seu criador Victor.
Ao perceber que é impossível inventar uma criatura e ter total controlo sobre ela, Victor sente o peso da sua ambição e sente um certo ressentimento pela falta de obediência por parte da sua criação.
A criatura consegue desenvolver uma relação muito interessante com um homem cego que apenas a avalia pelo seu caráter e não pela sua aparência monstruosa, oferecendo-lhe os únicos e primeiros gestos de acolhimento e de amizade.
Este filme leva-nos a refletir sobre o desejo humano de controlar a vida, a morte e tudo o que acontece pelo meio. Lança também uma questão importante sobre a ambição desmedida do ser humano. “Nunca pensei no que aconteceria depois da criação”, explica Victor ao narrar a sua história.
Irene Silva
