Suor e expulsões ditam empate em Chaves

A 29.ª jornada da Liga NOS arrancou esta sexta, dia 13 de abril, no Estádio Municipal de Chaves, com os "Valentes Transmontanos" a defrontar o Belenenses SAD, sétimo classificado. A partida acabou com um amargo 2-2 que não satisfez qualquer dos oponentes, mas é bem visível que quem saiu mais debilitado deste resultado foi o Chaves, pela sua atual posição de despromoção da Primeira Liga. Jogo bastante atípico por três expulsões diretas por parte de Hélder Malheiro, árbitro do encontro.

Antes do apito inicial da partida fez-se um minuto de silêncio em forma de homenagem a um antigo jogador do Chaves, Santiago Machado.

Mal soou o apito inicial por parte do árbitro o ambiente criado pelos adeptos da equipa flaviense fez-se sentir e transmitiu toda a confiança e força aos 11 guerreiros (que ainda) se encontravam em campo. O golo transmontano não tardou a chegar sendo que aos quatro minutos, com um cruzamento para a grande área por parte de Renan Bressan, Campi conseguiu cabecear e fintar Muriel levando os adeptos ao rubro.

O GD Chaves colocava-se assim em vantagem mas era preciso não baixar a guarda e não sofrer. A pressão e posse de bola do Belenenses após o golo sofrido foi aumentando progressivamente, o que fez com que a equipa de José Mota recuasse muito as linhas para tentar evitar o pior. Aos 11 minutos a equipa visitante ainda conseguiu colocar a bola no fundo das redes de António Filipe, mas Nicolás Vélez encontrava-se em posição irregular.

O inevitável acabou por chegar e aos 36 minutos Sasso (Belenenses SAD) remata ao poste e a bola ressalta para dentro das redes. O Belenenses chegava assim à igualdade. O Chaves ainda teve uma grande oportunidade antes do intervalo para se recolocar em vantagem com um cabeceamento forte e bem colocado de Bruno Gallo, mas este acabou por ser defendido por Muriel.

Aos 45 minutos de jogo chegou a primeira expulsão direta da noite, com o auxílio do VAR, devido a entrada agressiva de André Luís (GD Chaves) sobre André Santos.

O Chaves foi para o intervalo com apenas dez jogadores em campo.

Dado o início da segunda parte, a equipa de José Mota precisava de manter a cabeça fria e evitar ao máximo a pressão do adversário visto estar com menos um jogador em campo. O marcador não se manteve inalterado por muito tempo quando, aos 51 minutos, o Belenenses SAD chega à vantagem com Licá a conseguir isolar-se na grande área e a fintar António Filipe, com um grande passe de profundidade dado por André Santos.

Apesar das dificuldades em que se encontrava, o Chaves não perdia a esperança e lutava na procura do golo que estabelecesse a igualdade. Aos 59 minutos de destacar uma grande oportunidade pelos pés de Luther Singh (GD Chaves).

O Belenenses tentava a todo o custo aumentar a margem de golos de diferença e matar de vez toda e qualquer esperança dos flavienses, mas o golo teimava em não surgir.

Depois do golo do Chaves estar muito perto por parte de William aos 72 minutos, acabou por chegar três minutos depois novamente por Campi de cabeceamento. 2-2 no estádio Municipal de Chaves.

Segunda expulsão direta da noite aos 81 minutos para Pierre Sagna (Belenenses), desta vez sem o árbitro Hélder Malheiro precisar de recorrer ao VAR. Logo aos 85 Luther Singh (GD Chaves) recebe o último cartão vermelho direto do jogo mesmo perto da grande área.

O Chaves acreditou até ao fim e aos 93 minutos João Teixeira esteve a milímetros de conseguir tornar-se o grande herói da noite. Acabou a partida com um amargo empate que torna a situação dos flavienses ainda mais complicada faltando apenas cinco jornadas para o fim do campeonato.

Na conferência de imprensa José Mota fez questão de salientar a força de vontade dos seus jogadores mesmo com adversidades: “esta equipa já provou que sem os onze em campo consegue ir buscar forças”. Quando questionado pela importância da partida nas contas finais da equipa afirmou que “este jogo era muito importante mas não decisivo”, ainda acreditando na hipótese do Chaves se manter na Primeira Liga. A celebrar 400 jogos como treinador, José Mota salientou ser apenas “combustível” no que toca a “motivação e ambição” para continuar a fazer aquilo que mais gosta.

 

Eduarda Fernandes

Imagem: Notícias ao Minuto

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