Futsal: Salto para a II Divisão - GDC Salto 6 - 3 ADCE Diogo Cão
No jogo de todas as decisões, a formação do GDC Salto venceu a equipa da Diogo Cão por 6-3, assegurando assim a subida à II Divisão e tornando-se campeão. Depois de ambas as equipas terem ganho um jogo cada uma, o GDC Salto soube aproveitar melhor as várias situações do jogo e festejou o título em casa com os seus adeptos.
O ambiente era digno de uma final: as bancadas estavam bem compostas, os adeptos faziam a festa e a emotividade da partida era notória em todos os cantos do pavilhão. Os cânticos e o som dos tambores dos adeptos da casa retumbavam no pavilhão com o aproximar do apito inicial. Porém, com o início da partida quem começou a festejar foram os visitantes, no primeiro lance da partida a Diogo Cão ameaçou, mas logo a seguir inaugurou mesmo o marcador. A jovem formação aproveitou um contra-ataque em superioridade numérica da melhor maneira e foi João Sena a introduzir a bola na baliza deserta. Grande entrada da equipa vila-realense que encostou os locais “às cordas” no início de partida. A Diogo Cão exercia uma pressão por toda a quadra e conseguia criar diversas situações de golo com relativa facilidade, no entanto o aproveitamento era pouco. O domínio visitante era evidente, mas a formação do Salto cada vez que se deixava ver no ataque punha o guarda-redes Fábio Fernandes à prova.
Numa oportunidade clara não aproveitada pelos visitantes, o GDC Salto respondeu com um ataque rapidíssimo e em poucos toques chegou-se à frente e empatou a partida, o golo foi assinado por Vanderson. A Diogo Cão mantinha o ritmo e tentava, sucessivamente, finalizar as jogadas ao segundo poste, mas a eficácia era nula. Quando já tinha passado metade do primeiro tempo, os visitantes voltaram a colocar-se em vantagem, através de uma boa combinação ofensiva com finalização de Pirata. A partir daqui a Diogo Cão baixou ligeiramente a intensidade e os locais subiram de rendimento e causavam muito perigo com os seus ataques rápidos. Nos últimos minutos da primeira parte o GDC Salto aproximava-se cada vez mais da área adversária e acabou mesmo por fazer o empate antes do intervalo.
A Diogo Cão entrou de forma frenética, mas pecou na finalização e isso prejudicou muito a equipa. Já o Salto, com o passar dos minutos, acabou por equilibrar a partida e causar muitas dificuldades aos visitantes; o 2-2 adequava-se ao que foi o filme da primeira parte, mas não servia os interesses de nenhum dos emblemas. À vinda dos balneários, o equilíbrio de forças abriu o segundo tempo. Ambas as formações tentavam posses mais longas, mas as perdas de bola e imprecisões de parte a parte faziam com que nenhuma das equipas se sobrepusesse à outra. Ainda faltavam mais de doze minutos para o fim da partida e a Diogo Cão beneficiou de um livre em zona frontal, batido à maneira curta para dentro da área e Camilo Teixeira a estatelar a bola no ferro. O tempo avançava e o empate mantinha-se intacto, porém o GDC Salto mostrava-se mais perigoso e objetivo, mas o guardião adversário continuava em bom plano.
Quando faltavam, sensivelmente, nove minutos para o apito final deu-se um dos momentos que acabou por decidir esta final. Um lance prometedor da equipa local foi travado ilegalmente, quando Pirata cortou em cima da linha de golo com a mão. O jogador da Diogo Cão viu o cartão vermelho e encaminhou-se para o balneário. Na sequência desse lance, o GDC Salto beneficiou de um penálti que foi batido exemplarmente e colocou os locais, pela primeira vez, na frente do resultado. O treinador da Diogo Cão respondeu imediatamente escalando a equipa em 5 vs 4, assumindo o risco para empatar a partida e dispôs de uma excelente oportunidade para isso, mas o guarda-redes adversário respondeu com uma bela mancha. Os minutos iam passando e a Diogo Cão, mesmo em superioridade numérica, não encontrava os caminhos para o golo. Quando estavam instalados no meio campo adversário, em ataque posicional, um passe interior mal medido proporcionou a recuperação de bola do Salto e Isac rematou desde o seu meio campo, com a bola a só parar no fundo das redes. Com o 4-2 concretizado a pouco mais de cinco minutos do fim, a Diogo Cão perdeu o discernimento e desconcentrou-se. Para além de não conseguirem criar situações de finalização, deram espaço a que o Salto, sempre que recuperava a bola, alvejasse a baliza deserta e desta forma os locais fizeram dois golos em pouco tempo e “desenharam” o resultado com contornos de goleada, 6-2 para o GDC Salto. Os cânticos e o rufar dos tambores eram cada vez mais audíveis, os adeptos locais sabiam que o título e a consequente subida de divisão já não iam escapar e assim foi. A jovem formação da Diogo Cão ainda reduziu para 6-3, mas a escassos segundos do fim.
Acabou desta forma o sonho da equipa vila-realense e com o apito final houve festa rija dos locais e o desalento da formação da Diogo Cão contrastava com toda a loucura que o pavilhão emanava. Destaque para o belo espetáculo de futsal na primeira parte, onde a Diogo Cão falhou muito em frente à baliza e, como é sabido, quem não marca sofre e o GDC Salto, na segunda parte, não perdoou e aproveitou o 5 vs 4 adversário para construir e dilatar a vantagem que viria a dar-lhe a vitória e o desejado título de campeão.
Xavier Costa
Fotografias: O Torgador (Alexandre Pires)