Luís Castro na conferência de imprensa pós-jogo com o Belenenses: “Quando não podemos ganhar os jogos, não podemos é perdê-los”
O técnico do Desportivo de Chaves comentou, como é já habitual, o empate frente ao Belenenses, na sala de imprensa do Municipal Eng.º Branco Teixeira.
Luís Castro começou por dizer que “foi um jogo bem jogado na maior parte do tempo. Houve um ou outro momento em que não, em que as equipas desligaram um bocadinho. Se formos ver pelas oportunidades, acho que na segunda parte foram repartidas. Mas na primeira houve um total controlo do jogo da nossa parte. O GD Chaves teve sempre o controlo do jogo, criou várias situações e podíamos ter chegado ao golo por diversas vezes.”
O Desportivo de Chaves veio de uma série de derrotas seguidas. O treinador transmontano, confrontado com esses resultados e com o empate de hoje, explicou que o importante é não perder. “Quando não podemos ganhar os jogos, não podemos é perdê-los. É algo que temos de sentir, estejamos nós em que qualquer campeonato. Mesmo não vindo de alguma sequência negativa é sempre importante pontuar. Chegamos aos 37 pontos, faltam cinco jornadas, é uma pontuação simpática que nos pode levar a uma sequência mais positiva daqui para a frente. O Belenenses é uma equipa bem estruturada em campo, com uma dinâmica de jogo interessante que nos obrigou a correr riscos. O 4-4-2 não encaixava no esquema do Belenenses. É uma equipa muito difícil de contornar, daí que depois de chegar ao empate retificámos para colocar novamente em 4-3-3, pois estávamos a correr muitos riscos”, disse.
Questionado sobre as mudanças ao intervalo, mais precisamente a entrada de Stephen Eustáquio, o comandante flaviense referiu que “há factos e os números do Eustáquio não são muitos bons no jogo de hoje, embora eu tenha gostado muito dele. Há muitos passes errados que deram transição para o adversário. Há uma equipa padrão no Desportivo de Chaves que conquistou muitas coisas boas. Hoje só o Djavan não esteve naquela equipa padrão do Chaves. São coisas que existem dentro das equipas, estas sentem-se confortáveis de determinada forma, com determinados elementos. Quem os treina todos os dias sabe a forma como eles ganham conforto e estão confortáveis. Por isso é que é difícil ser treinador, pois trabalhamos sem os outros verem e os outros falam daquilo que não vêm. Esta forma de estar no futebol vai ser sempre assim”.
Susana Faria
Fotografia: FC Porto Notícias