“Paços” seguros rumo à manutenção: FC Paços de Ferreira 2-0 GD Chaves

Os Valentes Transmontanos visitaram a Mata Real e foram derrotados de forma clara por 2-0, Luiz Phellype e Mabil foram os autores dos golos. Um “necessitado” Paços de Ferreira que entrou forte, foi eficaz e dominou a partida, até chegar ao segundo golo, fez frente a um GD Chaves que acordou tarde e que não conseguiu trazer pontos para Trás-os-Montes.

Os técnicos de ambas as formações mantiveram os seus habituais desenhos táticos, mas levaram a cabo várias alterações nos seus respetivos onzes, em relação aos escolhidos da última jornada. João Henriques colocou Xavier sobre a esquerda para suprir a ausência de Quiñones (castigo) e renovou a frente de ataque colocando Pedrinho como unidade móvel e o regressado Luiz Phellype, o melhor marcador dos pacenses, como homens mais ofensivos. O irrequieto Mabil foi titular e iniciou a partida na faixa direita. Já o treinador flaviense, Luís Castro, em relação ao jogo anterior, optou por devolver a titularidade ao central sérvio Maras, em detrimento do castigado Domingos Duarte e para colmatar a baixa por lesão de Djavan, o comandante transmontano ofereceu a lateral esquerda a Furlan. No meio campo promoveu o regresso dos habituais titulares, Tiba e Bressan, que se juntaram ao jovem Stephen Eustáquio.

O jogo começou e desde cedo se notou a abordagem antagónica das duas equipas, os castores imprimiram grande agressividade e intensidade com e sem bola, já os flavienses estavam mais pacientes e passivos na partida. Mesmo assim, o primeiro sinal de perigo foi dado pelos valentes transmontanos (min.4), Perdigão recebeu a bola perfilado para dentro e disparou forte para uma bela defesa de Mário Felgueiras. A partir desse momento, a formação de João Henriques assumiu o jogo, subiu no terreno e iniciou uma pressão alta que obrigava o GD Chaves a “bater” longo ou a cometer vários erros e imprecisões na saída de bola que originavam ataques rápidos e sucessivos por parte dos locais. O Paços mostrava-se mais rápido, com excelente reação à perda de bola e quando com ela em posse sabia, também, geri-la com critério. Os flavienses sentiam grandes dificuldades, não conseguiam circular a bola como gostam, nem por dentro nem por fora, e estavam desconfortáveis no relvado.

Perto da meia hora de jogo deu-se o que parecia inevitável, o Paços foi eficaz e materializou o domínio ao colocar-se em vantagem. Mabil a tirar um cruzamento milimétrico da direita para o cabeceamento certeiro entre os centrais de Luiz Phellype. Estava feito o primeiro para os castores e a má abordagem defensiva dos visitantes foi notória. Os pupilos de Luís Castro continuavam sem conseguir ligar o jogo de trás para a frente e os seus homens mais ofensivos estavam desaparecidos. Só aos 35 minutos se vislumbrou um ataque prometedor, combinação entre Perdigão e Matheus, mas não conseguiram dar o fim desejado à jogada. Até ao intervalo, os transmontanos tentaram esboçar uma reação subindo as linhas e pressionando mais em cima, mas o Paços de Ferreira geria a vantagem com tranquilidade e assim se manteve até à ida para os balneários.

A vantagem pacense ao intervalo era justa, pois a equipa local estava a ser superior em todos os capítulos do jogo e os homens de azul-grená não ofereciam uma réplica à altura dos acontecimentos. A segunda parte começou na mesma toada, com o Paços por cima e até podia ter feito o 2-0 num canto logo aos 47 minutos quando Pedrinho desperdiçou, sozinho, uma oportunidade dentro da área. Os castores não tiravam o pé do acelerador e mantinham a pressão incessante perto da área adversária. À passagem do minuto 53, em mais uma bola parada, os pacenses alargaram mesmo a vantagem. Canto batido, Rui Correia desviou para o segundo poste, sítio onde “morava” o irrequieto Mabil que só teve de encostar para fazer o gosto ao pé. Mais uma vez as fragilidades defensivas do GD Chaves ficaram patentes e os valentes transmontanos estavam cada vez mais fora da partida.

Luís Castro, descontente com o que estava a ver, jogou uma dupla “cartada” e tirou Furlan e Bressan e apostou em Davidson e Platiny. O técnico visitante arriscou e colocou em campo um avançado para se juntar a William e o extremo Davidson, no papel, era o lateral esquerdo mas funcionava como mais um ala. Com as mexidas, o GD Chaves conseguiu melhorar o seu jogo e o envolvimento ofensivo era cada vez melhor. O Paços tentava resguardar-se e começou a perder o controlo do jogo e a iniciativa estava do lado dos flavienses. Matheus e Perdigão tentavam criar a partir das alas para depois cruzar para as duas referências na área, num desses lances Platiny atirou à figura (min.70). Os valentes transmontanos reencontraram a sua identidade e circulavam a bola com critério e remeteram o Paços para a sua zona defensiva.

No banco pacense, João Henriques ia fortalecendo e refrescando o meio campo trazendo a jogo Vasco Rocha e Gian. Aos 78 minutos, Mário Felgueiras volta a levar a melhor sobre Perdigão e não dava azo a que os flavienses acreditassem em ainda pontuar. À entrada dos últimos dez minutos, Luís Castro arriscou ao máximo e tirou Paulinho para lançar Jorginho e agitar ainda mais o ataque. O tempo escasseava e a diferença no marcador era a mesma. Nos descontos da partida, o GD Chaves ainda viu o VAR anular-lhe um golo e mesmo perto do apito final, Matheus Pereira desferiu um remate em arco que levava selo de golo, mas Mário Felgueiras voou e manteve a sua baliza inviolável. O tempo regulamentar chegou ao fim, o Paços aguentou a vantagem e deixou os três pontos em casa.

A vitória sorriu para a equipa que entrou melhor e dominou durante mais tempo, os flavienses acordaram tarde e já não foram a tempo de recuperar da desvantagem.

Com este desfecho, o Paços de Ferreira aumenta a sua série de jogos sem perder para três partidas invicto e distancia-se da zona baixa da tabela. Pelo contrário, o GD Chaves alarga o seu pior ciclo de desaires para quatro derrotas consecutivas e perde a oportunidade de “assaltar” o sétimo lugar.

 

Onze e suplentes utilizados do FC Paços de Ferreira:

 

Onze e suplentes utilizados do GD Chaves:

 

(LineupBuilder)

 

 

Equipa de arbitragem: Árbitro Hélder Malheiro, Assistentes Bruno Jesus e Tiago Rocha, 4º árbitro Cláudio Durães, VAR Vasco Santos e AVAR André Dias.

Número de espectadores: 2688

Golos: Luiz Phellype min. 27 e Mabil min. 53

Cartão amarelo a João Góis min.69

Homem do Jogo: Mabil (FC Paços de Ferreira)

Estádio Capital do Móvel – Jornada 28

 

Xavier Costa

Fotografia: Marcelo Martins (O Torgador)

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O Torgador

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