Vila Real 2 – 0 Murça: Vila-realenses resolveram o jogo em cinco minutos

O Vila Real recebeu, no Complexo Desportivo Monte da Forca, a equipa do Murça, num jogo em que os homens da casa eram os favoritos à conquista dos três pontos.

O encontro iniciou-se num ritmo lento, com as duas equipas muito encaixadas uma na outra, nos quinze minutos iniciais, e a disputar a bola principalmente na zona do meio campo. Desde cedo, os extremos vila-realenses, Tanko e Cláudio, mostraram ser os jogadores mais inconformados com o empate e a velocidade que imprimiam nas respetivas alas viria a ser determinante para desbloquear a partida.

O golo inaugural da partida surgia aos 23 minutos depois de uma jogada individual na ala esquerda conduzida por Cláudio seguido de um cruzamento teleguiado que encontra a cabeça do médio André Sampaio. Estava feito o primeiro golo da equipa da casa.

A equipa do Murça ressentiu o golo e as consequências foram imediatas. Estavam volvidos apenas dois minutos após o primeiro golo quando Tanko se isola e é amarrado em falta pelo defesa adversário Daniel Fontinha. O jogador recebeu ordem de expulsão e a equipa visitante via-se assim a jogar com menos uma unidade. Na cobrança do livre, Cláudio rematou em jeito, mas Mãozinhas negou o golo numa das defesas da tarde.

O Vila Real não tirou o pé do acelerador e ainda antes da meia hora de jogo chegava o segundo da partida. O suspeito do costume, Tanko, construiu a jogada individual, desta vez pela direita e assistiu o atacante Diop que só teve de encostar. Tudo muito fácil para os homens da casa que, em cinco minutos, selaram o jogo num resultado que já não iria sofrer alterações até ao fim.

Até ao intervalo, o Murça ainda tentou responder através de uma boa iniciativa individual conduzida por Zé Carvalho mas a pressão adversária fez com que o atacante rematasse à figura no momento da finalização.

No segundo tempo assistiu-se a uma partida bastante diferente da dos primeiros 45 minutos. O Vila Real geriu a vantagem como quis enquanto o Murça procurava manter-se “vivo” na partida.

Cláudio e Tanko continuaram a ser os homens mais desequilibradores do Vila Real, mas foi pelos pés do recém-entrado Okolie que a equipa da casa esteve perto de chegar ao terceiro golo em mais do que uma ocasião. O atacante nigeriano dispôs de várias oportunidades para ampliar a vantagem e fechar o jogo em definitivo mas ficava sempre aquém no capítulo da finalização.

O Murça tentava responder com recurso ao contra-ataque e aos remates de longe, como aconteceu já perto do fim pelos pés de Mário, num remate fora da área que encontrou as mãos de Andrey.

Em cima dos 90 minutos, Tanko procurou fazer o gosto ao pé numa tarde inspirada mas o seu remate encontrou as malhas laterais da baliza adversária.

O jogo chegava assim ao fim, numa partida que o Vila Real dominou ao aproveitar a expulsão precoce de Daniel Fontinha, ainda antes da primeira meia hora de jogo. O Vila Real mantém vivas as aspirações de subida de divisão, ao encontrar-se no segundo lugar, apesar dos cinco pontos de avanço do líder Chaves B.

 

Nélson Ferreira

Fotografia: O Torgador (André Cardoso)

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O Torgador

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