Benfica encontrou cedo as Chaves da vitória

Crónica do jogo

A jornada 19 da Liga NOS trouxe uma exibição de gala do SL Benfica que dominou de forma clara o GD Chaves materializando o domínio num claro 3-0, para a alegria dos quase 60 mil adeptos da casa presentes no Estádio da Luz.

O SL Benfica partiu para este jogo com motivação extra, sabendo que o Sporting tinha escorregado no Bonfim, e tinha assim a oportunidade de se aproximar ainda mais ao 2º lugar da tabela. Do outro lado, estavam os transmontanos com a confiança em alta e na bagagem traziam 7 jogos seguidos sem perder para o campeonato.

Ambos os técnicos optaram pelas suas “arrumações táticas” e escolhas habituais, com o Benfica a manter-se fiel ao, cada vez mais seu, 4-3-3 que Rui Vitória, inclusive, justificou e defendeu na conferência de imprensa prévia ao jogo. Já o GD Chaves, uma equipa cada vez mais à imagem do seu comandante, organizada no seu desenho tático habitual, mas hoje sem o seu principal desequilibrador, Matheus Pereira. Face às ausências já conhecidas ao longo da semana, o lado direito do ataque flaviense ficou entregue a Jorginho e nota também para a estreia a titular no campeonato de Douglas, a assumir o lugar que tem sido de André Almeida, hoje suspenso.

O jogo começou com um Chaves a posicionar-se com um bloco médio e com as linhas muito juntas no momento defensivo, de maneira a dificultar o jogo interior do Benfica. Os pupilos de Luís Castro sempre que podiam saíam a jogar curto, de forma assertiva, pensada e com uma postura desinibida no relvado da Luz e conseguindo algumas aproximações interessantes à área dos encarnados. Mas o Benfica começou a puxar dos galões e cedo cresceu, subiu o bloco, iniciou uma pressão asfixiante em todo o campo e as recuperações de bola em zonas adiantadas começaram a suceder-se. Numa destas situações e com algum demérito de Jefferson, médio flaviense, o Benfica recuperou a bola em zona frontal muito perto da área, esta foi endossada a Jonas e, sem pensar duas vezes, o brasileiro desferiu um remate potente que só parou no fundo das redes. Ao minuto 12 estava feito o primeiro. A agressividade dos encarnados na forma como pressionavam deu os seus frutos. A partir do golo inaugural o Benfica partiu para uns minutos avassaladores em que sufocaram o Chaves graças a uma rápida e eficaz reação à perda da bola e ao ritmo elevado imposto pelos atuais campeões nacionais. Mais uma vez, o Benfica viu a sua atitude recompensada e fez o 2-0 ainda antes dos 20 minutos de jogo, através de uma boa iniciativa de Salvio pela direita que cruzou rasteiro para o coração da área onde estava, sem marcação, o matador de serviço que só teve que encostar. Jonas nunca tinha feito um golo ao Chaves e neste jogo bastou-lhe rematar duas vezes e fez balançar as redes o mesmo número de vezes, eficácia total de Jonas e do Benfica. Os Valentes Transmontanos iam tentando aproveitar os espaços, mas com investidas tímidas e inofensivas. Davidson e Tiba eram os mais inconformados e Paulinho tentava dar alguma profundidade à equipa flaviense. Depois da meia hora o Chaves começou a baixar o seu bloco e a sua linha defensiva e o Benfica continuava a dominar e Jonas atirou à baliza mais uma vez, mas desta fez o guardião António Filipe levou a melhor (min. 40). Acabava assim a 1ª parte, domínio absoluto e minutos diabólicos dos encarnados a construírem a vantagem.

Pedia-se uma reação ao GD Chaves para relançar a partida, mas aconteceu exatamente o contrário, os transmontanos facilitaram e no primeiro minuto da 2ª parte, Pizzi recebeu na meia lua da área e atirou a contar. Com o 3-0 o Benfica colocou um ponto final no jogo que não teve mais história a partir desse momento. O Benfica respirava confiança e geria o seu esforço agora. De forma calma, mas assertiva, as águias iam progredindo e gerindo a posse de bola a seu bel-prazer. Do outro lado estava um Chaves destroçado e inofensivo que raramente se aproximou da baliza de Varela. Desde este momento os dois treinadores começaram a mexer, Luís Castro tirou os dois jogadores mais desinspirados (Jefferson e Jorginho) e refrescou a equipa com João Patrão e Perdigão. Já o seu homólogo benfiquista optou por dar minutos a João Carvalho e Jiménez. Já perto do fim retirou, o homem do jogo, Jonas para a ovação da noite. O Benfica ainda criou um conjunto de boas oportunidades, com Krovinovic e Cervi em evidência. Nesta altura os transmontanos estavam muito recuados no terreno e cada vez que tentavam sair para o ataque estavam muito longe da baliza adversária e, o seu ponta de lança, William estava demasiado desacompanhado na frente.

Os encarnados escreveram cedo o rumo da história deste jogo e geriram de forma pragmática o resto da partida e nunca permitiram que o Chaves tivesse alguma esperança de surpreender os atuais campeões nacionais. Assim, os transmontanos voltam a perder 3 meses depois e deixam Lisboa com uma exibição muito apagada e marcada por alguns erros que custaram caro.

 

Onzes iniciais e suplentes utilizados:

(LineUpbuilder.com)

 

Homem do jogo – Jonas (SL Benfica)

 

Xavier Costa

 

Fotografia: Jornal Record

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