Chaves perde-se na neblina matinal de Tondela

Num horário ainda estranho para o futebol português (11h45), realizou-se o embate entre o Tondela e o GD Chaves, para a 25.ª jornada da Liga. A equipa da casa levou a melhor, vencendo os flavienses por 2-0. Com este triunfo, a equipa de Pepa subiu, à condição, ao décimo lugar da tabela classificativa com 28 pontos, enquanto que o GD Chaves continua na sexta posição, com 36.

A equipa de Luís Castro começou bem o jogo, sempre com muita posse de bola, demonstrando segurança e paciência na circulação.  Logo de início, ficou patente a forma como os transmontanos iam abordar o jogo e começaram a criar problemas à equipa do Tondela. Do outro lado, os auriverdes não se deixavam ficar e tentaram sempre fechar os caminhos à sua baliza.

Após o primeiro quarto de hora, a equipa da casa tornou-se mais pressionante e ocupava de forma mais eficaz os espaços em termos defensivos, tentando travar as ofensivas da equipa flaviense. Bressan tentou a sorte aos 20 minutos, mas Cláudio Ramos não deu hipóteses ao médio.  Logo de seguida foi a vez de Tyler Boyd, mas o jogador foi também infeliz no remate que foi direto ao poste da baliza de Ricardo Nunes.

Um grande momento de futebol foi o que sucedeu à passagem do minuto 22, quando Cláudio Ramos evitou o primeiro golo do Desportivo de Chaves e, logo de seguida, abraça o companheiro da equipa adversária, Davidson. São momentos como este, que tornam o futebol um desporto tão fascinante. Cláudio Ramos negou assim o golo aos flavienses, após um cruzamento milimétrico de Paulinho para a cabeça de Davidson, que remata para baixo e obriga o guarda-redes do Tondela a ir ao relvado para defender.

As duas equipas estavam demasiado preocupadas em ganhar a bola e a não deixar que o adversário ficasse com ela, o que impossibilitava que estas fossem eficazes em momentos decisivos.

Os beirões, ao minuto 28, criaram perigo por Miguel Cardoso, defendendo Ricardo Nunes com uma palmada. Hélder Tavares tentou também a sorte com um potente remate de cabeça, mas a bola foi afastada pela equipa contrária. Matheus Pereira bem tentava ser feliz, mas os remates acabavam por sair sempre ao lado. O Chaves não estava a dar o seu melhor, faltava mais velocidade de execução.  

O futebol é golo e quem não marca, sofre. Foi isso que aconteceu ao minuto 42, com o Tondela a abrir o marcador com um golo de Ricardo Costa de cabeça, segundo golo no campeonato para o jogador. O golo surgiu de uma falta desnecessária provocada por Domingos Duarte. O defesa do Tondela, David Bruno cruzou da direita e Ricardo Costa surgiu nas costas de Paulinho a desviar de cabeça para o golo.

Na primeira parte o jogo foi dividido, com oportunidades de parte a parte, o Tondela foi eficaz e conseguiu a vantagem no marcador. O segundo tempo iniciou-se sem qualquer alteração nas duas equipas.

Davidson quase fez o golo do empate para o Chaves, cabeceando ao poste. Minutos depois, Matheus Pereira tentou fazer melhor do que o colega de equipa, mas a bola sobrou para as mãos de Cláudio Ramos. A partida foi interrompida aos 53 minutos, devido a Joãozinho que se lesiona. De novo em jogo, os transmontanos quase ofereceram o segundo golo ao Tondela: primeiro, Jefferson perde a bola, depois, Domingos Duarte falha o corte na área. Tomané bem tentou o pontapé de bicicleta, mas este esbarrou em cheio na muralha flaviense.

Luís Castro, insatisfeito com a equipa, optou por fazer uma dupla substituição. Retirou Davidson e meteu Jorginho. Entrou também Stephen Eustáquio, para o lugar do médio Jefferson, que não parecia estar nas melhores condições físicas. A primeira substituição na equipa de Pepa foi feita ao minuto 68, saindo Pedro Nuno para dar lugar a Claude Gonçalves. O técnico do Tondela faz esta alteração na tentativa de segurar o jogo a meio-campo. O Desportivo de Chaves cresceu muito com as substituições, causando problemas à defensiva de Tondela. Aos 75 minutos de jogo, o Tondela fez uma nova alteração no onze, desta vez é Miguel Cardoso quem sai, para dar entrada a Murilo.  

Na segunda parte o Chaves mudou completamente de atitude, tornou-se muito mais intenso em termos ofensivos, assumindo o jogo. A 15 minutos do final da partida, Luís Castro opta por tirar Bressan e meter em jogo Platiny.

Nos últimos minutos da partida os jogadores deram trabalho ao árbitro que foi obrigado a interromper o jogo por duas vezes. Numa delas foi Paulinho que ficou caído no chão, após Domingos Duarte, na tentativa de um alívio, atingir o lateral transmontano. Depois foi a vez do avançado do Tondela, Murilo. Neste caso, o pior confirmou-se, o jogador teve mesmo que sair do campo de maca, após se ter lesionado sozinho.

A formação do Desportivo de Chaves não desistiu e tentou sempre igualar o resultado, era o tudo por tudo na partida para os flavienses. No entanto, voltou a surgir a velha máxima do “quem não marca, sofre”.  Tomané fez o segundo para a equipa do Tondela aos 90+7, num lance com polémica à mistura. Carlos Xistra ainda consultou o VAR, mas acabou por validar o golo para a equipa da casa.

O Tondela defendeu sempre a vantagem de 1-0, evitando que o Desportivo criasse situações flagrantes de golo. Vitória justa do Tondela, que assim regressa às vitórias depois de uma série de resultados menos positivos.

 

Onze inicial CD Tondela:

 

Onze inicial GD Chaves:

 

Susana Faria

Fotografia: Grupo Desportivo de Chaves

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