Luís Castro no pós GD Chaves - FC Porto: “O FC Porto foi extremamente eficaz”

O Desportivo de Chaves perdeu por 0-4 o encontro frente ao FC Porto, referente à 22ª jornada da Liga.

Os Dragões abriram o marcador com um golo de Soares aos 15 minutos. O brasileiro bisou na partida ao minuto 28 com um míssil, deixando António Felipe sem qualquer hipótese.

No segundo tempo Marega marcou aos 57 minutos consagrando-se como o melhor marcador da equipa na I Liga, agora com 16 golos. Sérgio Oliveira fez o quarto golo já ao cair do pano (90`).

A equipa de Sérgio Conceição regressa assim à liderança do Campeonato.

No final do encontro o treinador dos dragões mostrou-se satisfeito com o resultado. “Estivemos sempre equilibrados. Cada vez que chegámos à baliza com perigo sabíamos que era preciso meter mais gente no corredor central. Foi por aí a chave desta vitória, sabendo as características da nossa equipa. Uma equipa vertical, objetiva. Sabíamos da qualidade, posse e circulação de bola do Chaves. Preparámos o jogo da melhor forma. Os golos são consequência do bom trabalho da equipa”, disse o técnico azul e branco.

Sobre Maxi Pereira e Otávio voltarem ao onze inicial, Sérgio Conceição referiu que “o objetivo era criar desconforto no Chaves. Numa fase inicial do momento defensivo, o Otávio, que estava mais perto do Tiquinho, era mais um médio. Isso foi feito muito bem, em muitos momentos do jogo. Fizemos o jogo nesse sentido, muito acima da média. Estou muito contente com o desempenho de todos. O Otávio não jogava há algum tempo, o Maxi não jogava há três jogos”.

Questionado ainda sobre as alterações feitas na equipa o treinador portista afirma ter escolhido o melhor onze para defrontar a turma de Trás-os-Montes. “Não fiz gestão, utilizei o melhor onze para hoje. O melhor onze é o que me dá mais garantias, por questões físicas, por momentos de forma. Tenho sempre opções e, como vi este jogo para Chaves, achei que era importante a entrada do Maxi, do Otávio…".

Luís Castro falou sobre o que correu mal na partida. “A equipa andou todo o jogo bem em cima do jogo, o problema é que de cada vez que o FC Porto abordava a nossa área criava perigo e concretizava as oportunidades, ao contrário de nós. A equipa nunca desligou do jogo, procurou sempre colocar em campo a nossa identidade, mas não conseguiu materializar em golos e o futebol são golosO FC Porto foi extremamente eficaz, enquanto nós nos oito remates que fizemos, não conseguimos concretizar. Fomos uma equipa que não conseguiu matar as oportunidades, já eles aproveitaram bem os nossos erros e isso pôs os jogadores desconfiados ao longo do jogo", admitiu o treinador transmontano.

Em relação à eficácia do FC Porto, o técnico da equipa flaviense diz ser esta “a diferença entre quem é grande e quem não é grande. É nestes jogos que sentimos o quanto estamos aquém. Nós podíamos amontoar-nos atrás e esperar por um resultado positivo, mas não sinto que seja uma equipa que se desviou daquilo que somos”.

 

Susana Faria 

Fotografia: Dominio e Bola

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O Torgador

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