A participação da Seleção Nacional portuguesa de andebol nos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026 iniciou-se, este domingo, com uma derrota frente ao Egito por 38-27, na primeira jornada do Grupo A, que conta ainda com Itália e Kosovo.
Dois dias depois da cerimónia de abertura em que, juntamente com Maria Inês Barros, representou a Equipa Portugal como porta-estandarte, Leonardo Anastácio voltou a assumir um papel de liderança capitaneando a seleção nacional no embate frente aos egípcios. O lateral do Sporting CP e os seus compatriotas entraram em campo, este domingo, no Fasano Sport Hall para a estreia de Portugal na competição. Ao intervalo a seleção nacional perdia por apenas quatro golos (18-14) acabando por ser derrotada por 38-27.
A seleção nacional, orientada por João Varejão,apresentou-se em Itália com uma equipa jovem, constituída por 14 atletas sub-23, todos provenientes de clubes portugueses. Apesar de ser uma competição sénior, o objetivo desta convocatória era evidente: proporcionar a esta nova geração experiência internacional sénior e a exigência a ela associada.
As equipas tiveram uma abordagem diferente relativamente a este torneio. Se, por um lado, Portugal apostou exclusivamente em atletas sub-23, a seleção egípcia contava com a presença de jogadores experientes como o guarda-redes de 26 anos Abdelrahman Homayed, presença assídua na seleção nacional principal e Mohsen Ramadan, lateral-direito de 28 anos também com experiência internacional.
Apesar dos 11 golos de diferença finais, os primeiros 30 minutos do encontro não faziam prever um resultado tão discrepante. Numa primeira parte em que o Egito assumiu o controlo do marcador, Portugal não deixava o resultado desnivelar-se, mantendo-se sempre suficientemente próximo de forma a conseguir reagir na segunda parte.
Nos segundos trinta minutos, o resultado disparoucom os egípcios a marcarem 20 golos contra os 13 de Portugal. A vantagem de quatro golos que se verificava ao intervalo passou, assim, a onze golos de diferença no marcador final: 38-27.
A seleção nacional portuguesa, apesar dos ataques demorados, cometia inúmeras falhas técnicas e por diversas vezes não conseguia finalizar o ataque com remate, perdendo a bola e permitindo ao adversário marcar em contra-ataque. Em oposição, os ataques do Egito, sobretudo no primeiro tempo, eram ataques rápidos. Os egípcios atacavam os defesas e libertavam a bola rapidamente de forma a abrir espaços e finalizarem sem grande oposição. Ao longo do jogo e mesmo com algum desgaste físico, mantiveram a intensidade no ataque.
Do lado português, apesar da exibição frágil, os guarda-redes destacaram-se evitando que os adversários conseguissem uma vantagem superior. Na primeira parte, Bernardo Sousa, atleta do FC Porto, defendia as redes de forma notória, enquanto, no segundo tempo, Bernardo Almeida, do SC Horta, manteve o nível estabelido pelo colega.
Na equipa egípcia o destaque vai para o coletivo, já que a capacidade de jogar em equipa e de sacrifício permitiu aumentar o ritmo e disparar o resultado.
No outro jogo do Grupo A, a Itália venceu o Kosovo por 39-23, assumindo a liderança com os mesmos pontos que o Egito. Portugal é o terceiro classificado ainda sem qualquer ponto, tal como o Kosovo.
A seleção nacional volta a entrar em campo terça-feira, 25 de agosto, frente à Itália, às 20h locais. Encerra a fase de grupos quinta-feira, 27 de agosto, contra o Kosovo, às 17h30.
Autor : Andreia Silva
Imagem : portal.fpa.pt
