Na passada terça-feira, um autocarro contratado pelo São Paulo FC para transportar a equipa até ao aeroporto de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, foi apanhado numa fiscalização de rotina em Locotal com 86,55 kg de canábis, escondida em quatro sacos em formato de tijolo na cabine do veículo.
A viagem à Bolívia fazia parte de uma estratégia da equipa técnica para lidar com a altitude de La Paz, onde o São Paulo defrontava o Bolívar pela primeira mão dos oitavos de final da Taça Sul-Americana. A delegação instalou-se em Santa Cruz de la Sierra, cidade a apenas 400 metros de altitude, e só rumou a La Paz, a 3.600 metros, poucas horas antes do apito inicial, para minimizar a exposição dos jogadores aos efeitos do ar rarefeito.
Foi precisamente no trajeto entre o hotel e o aeroporto que surgiu o imprevisto. O autocarro previsto para o transporte não era afinal aquele que a equipa viria a usar. A empresa responsável pela logística, a Línea Sindical Flota Cosmos, assumiu total responsabilidade pelos motoristas detidos e isentou o clube de qualquer envolvimento, substituindo de imediato o veículo para não comprometer os planos da equipa.
O caso ganhou destaque sobretudo porque o autocarro apreendido já circulava com identificações e emblemas do clube são paulino, o que levou a notícia a viralizar rapidamente nos media brasileiros e bolivianos.
Em campo, o imprevisto não se refletiu no desempenho da equipa: o São Paulo segurou bem a partida frente à altitude e chegou a adiantar-se no marcador, com um golo de cabeça de Arboleda na primeira parte. O Bolívar, no entanto, empatou já na segunda metade, através de Carlos Melgar, fixando o resultado em 1-1. O jogo da segunda mão está agendado para a próxima terça-feira, no Morumbi, e o Tricolor Paulista precisa apenas de uma vitória simples para avançar aos quartos-de-final.
Autor : David Silveira
Imagem : CNN
