A nível nacional, as eleições presidenciais continuam a dominar o debate público. As sondagens divulgadas ao longo da semana reforçaram a vantagem de António José Seguro para a segunda volta, depois de ter liderado o primeiro sufrágio. A campanha ganhou novo fôlego, com os candidatos a intensificarem contactos no terreno e a ajustarem estratégias, num contexto em que a participação eleitoral e o combate à abstenção voltaram a ser temas centrais.
Paralelamente, o Governo enfrentou os efeitos prolongados da tempestade “Kristin”, que provocou cheias, danos em infraestruturas e constrangimentos em vários distritos. O Conselho de Ministros extraordinário decidiu prolongar a situação de calamidade até 8 de fevereiro, justificando a medida com a persistência de condições meteorológicas adversas e a necessidade de reforçar meios de proteção civil. Autarquias e serviços de emergência continuaram mobilizados para responder a ocorrências e apoiar populações afetadas.
No plano económico, discutiu-se ainda o impacto das intempéries na agricultura e no comércio local, enquanto associações empresariais alertaram para prejuízos significativos em setores como transportes e logística. O Governo admitiu avaliar apoios específicos, embora sem compromissos imediatos.
No contexto internacional, a semana foi marcada por vários desenvolvimentos relevantes. No Médio Oriente, a guerra em Gaza voltou a agravar-se, com novos bombardeamentos e pressões diplomáticas para um cessar-fogo duradouro. A comunidade internacional manteve-se dividida quanto às condições para negociações, enquanto organizações humanitárias alertaram para o agravamento da crise civil.
No domínio climático, a saída oficial dos Estados Unidos do Acordo de Paris gerou forte reação global, com vários países a reafirmarem compromissos ambientais e a sublinharem a necessidade de cooperação internacional. Especialistas alertaram para o impacto desta decisão nos esforços de mitigação e adaptação às alterações climáticas.
Por fim, a ONU destacou os desafios associados à rápida expansão da inteligência artificial, alertando para riscos de desigualdade, perda de empregos e necessidade urgente de regulamentação global. Governos e empresas tecnológicas foram instados a adotar medidas que garantam uma transição justa e segura para a economia digital.
João Bessa