As eleições presidenciais portuguesas, o novo Movimento 2031 de Cotrim, as negociações da Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi,o possível futuro da Gronelândia, o Conselho da Paz e o envio de porta-aviões para o Irão são os temas deste expresso político.
A primeira volta das eleições portuguesas realizou-se em 18 de janeiro, onde António José Seguro ganhou com 31,12% dos votos, seguido por André Ventura com 23,52%, João Cotrim de Figueiredo com 16,01%, Gouveia e Melo com 12,32% e Luís Marques Mendes com 11,30%. Passando assim, o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro e André Ventura, apoiado pelo Chega, à segunda volta das eleições presidenciais marcadas para dia 8 de fevereiro.
Posteriormente, o ex-candidato à Presidência da República, João Cotrim de Figueiredo anunciou o lançamento do “Movimento 2031”, um movimento “cívico-político” e apartidário com o objetivo de garantir que os 900 mil votos que apoiaram “uma política exigente e com mais ambição” tenham um espaço para continuar com a “energia e vontade de colaborar”.
Já no contexto internacional estiveram reunidos em Abu Dhabi durante dois dias representantes ucranianos e russos contando com a mediação dos Estados Unidos. As conversações centraram-se em questões como o controlo do Donbass, garantias de segurança e possíveis parâmetros para um acordo de paz. A retirada das tropas ucranianas do Donbass continua a ser o principal obstáculo, com Moscovo a exigir essa condição e a rejeitar a presença de forças ocidentais na Ucrânia. Kiev, por sua vez, insiste em garantias de segurança robustas, com envolvimento dos EUA e aliados europeus, semelhantes às previstas no artigo 5.º da NATO. Apesar de não terem sido divulgados resultados concretos, ambas as partes classificaram os encontros como construtivos e admitiram a existência de avanços, apontando para a realização de uma segunda ronda já nos próximos dias ou na próxima semana.
O presidente norte-americano afirmou que o entendimento com a NATO lhe assegura “acesso total” à Gronelândia. No entanto, segundo o secretário-geral da Aliança Atlântica, a questão da soberania do território nem sequer foi discutida no encontro que ambos tiveram na quarta feira, em Davos. Trump frisou que o documento ainda está em fase de negociação, já o secretário-geral da NATO sublinhou que qualquer diálogo sobre o futuro da Gronelândia deverá prosseguir entre os Estados Unidos, a Dinamarca e as autoridades da própria ilha.
Ainda nesta quinta feira, Donald Trump assinou em Davos, a carta de criação de um Conselho da Paz, afirmando que o novo organismo irá atuar com as Nações Unidas. Segundo a Casa Branca, cerca de 35 dos aproximadamente 50 líderes convidados já aceitaram integrar a iniciativa, que Trump decidiu agora abrir a todos os países. O Conselho terá inicialmente como prioridade a situação em Gaza, mas com ambição de tornar a intervenção à escala global. Alguns aliados europeus, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, recusaram aderir, enquanto outros, entre os quais Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia ainda não deram resposta. Entre os países que aceitaram participar estão Hungria, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Vietname, entre outros.
Após o aumento das tensões entre os EUA e o Irão, foi enviado um porta-aviões para o Médio Oriente, onde Trump volta a alertar Teerão a não reprimir manifestantes nem retomar o seu programa nuclear. Também está a ser considerado o envio de sistemas adicionais de defesa aérea, com o objetivo de proteger bases norte-americanas na região de um eventual ataque iraniano.
Texto: Lara Sousa