O Sporting CP empatou 2-2 frente ao SC Braga num dos jogos mais intensos do campeonato. Na Pedreira, num encontro marcado por alternância de domínio e diversas ocasiões de golo, os leões estiveram perto de sair com os três pontos, mas um penálti convertido por Rodrigo Zalazar já em tempo de compensação selou um empate para os minhotos que refletiu o equilíbrio da partida.
O início do encontro trouxe um Sporting confiante e bem organizado. A equipa de Rui Borges entrou forte, dominou o meio-campo com Morten Hjulmand e Hidemasa Morita e conseguiu instalar-se com frequência no meio-campo adversário. A mobilidade ofensiva dos extremos Francisco Trincão e Geny Catamo criou imensos problemas à defesa bracarense e permitiu aos visitantes assumir o controlo do jogo nos primeiros minutos.
O golo acabou por surgir de bola parada. Na sequência de um canto cobrado por Pedro Gonçalves, Gonçalo Inácio elevou-se mais alto na área e cabeceou para o fundo das redes, colocando o Sporting em vantagem e coroando o melhor momento dos leões na partida.
Apesar da pressão visitante, o Braga soube reagir e encontrou espaço pelo lado esquerdo do ataque. Foi precisamente por aí que nasceu o empate. Um excelente passe longo de João Moutinho encontrou Zalazar, que tirou Geny do caminho e cruzou para Ricardo Horta finalizar de primeira com um remate potente.
No entanto, a igualdade não durou muito tempo. Já perto do intervalo, Luis Suárez voltou a assumir protagonismo ao impor-se na grande área e tendo sido impedido de prosseguir a jogada devido a um toque no braço do central bracarense, Arrey-Mbi que deu origem à grande penalidade. Chamado a converter, o avançado colombiano não desperdiçou e recolocou o Sporting na frente, permitindo aos leões chegar ao intervalo em vantagem.
A segunda parte trouxe uma mudança clara no rumo do jogo. O Braga regressou dos balneários mais agressivo, passou a circular melhor a bola e conseguiu empurrar o Sporting para zonas mais recuadas do terreno. A equipa de Carlos Vicens passou a chegar com mais frequência à área leonina e a explorar espaços pouco habituais no meio-campo do Sporting.
Com o passar do tempo, o Sporting foi baixando linhas na tentativa de segurar a vantagem mínima. O Braga, por seu lado, manteve a pressão e criou várias situações de perigo, sobretudo através das combinações entre Zalazar e Ricardo Horta, dois dos jogadores mais influentes da equipa minhota.
Já na reta final, Rui Borges tentou fechar o jogo com uma linha defensiva mais reforçada, mas a insistência bracarense acabou por ser recompensada. Num dos últimos lances da partida, um remate de Ricardo Horta foi interceptado pelo braço de Gonçalo Inácio na área, levando o árbitro a assinalar grande penalidade.
Chamado a converter, Zalazar manteve a calma e transformou o penálti no golo do empate já em tempo de compensação, levando a Pedreira à euforia e impedindo o Sporting de somar uma vitória que parecia próxima.
O empate acabou por premiar a forte segunda parte do Braga e deixou os leões com a sensação de um empate com sabor a derrota. Num jogo intenso e com qualidade ofensiva de ambos os lados, o resultado final acabou por refletir o equilíbrio entre duas das equipas mais entusiasmantes do campeonato.
Para o Sporting, o empate surge numa jornada particularmente sensível, marcada pelo clássico entre o SL Benfica e o FC Porto, que pode ter impacto direto nas contas do topo da tabela.
Texto: Tiago Monteiro
Imagem: @sportingclubedebraga