O jogo que falaremos hoje é da final do Euro 2016, Portugal 1-0 França, jogado no Stade de
France, para um público de 80 mil espectadores.
Portugal, na altura comandado por Fernando Santos, chegava à final após um torneio muito
complicado, apenas ganhando um jogo em tempo regulamentar. Portugal empatou os três jogos da fase de grupos contra Islândia, uma das surpresas da Euro, Áustria e Hungria. Nos oitavos de final precisou do prolongamento para vencer a Croácia, foi aos penáltis para vencer a Polónia e venceu o País de Gales no único jogo completado pela seleção nos 90 minutos.
Do outro lado, a seleção francesa comandada por Didier Deschamps, era o anfitrião do
torneio e chegava à final como clara favorita. Na fase de grupos venceu dois jogos frente à
Roménia e Albânia e empatou contra a Suíça. Nos oitavos venceu a Irlanda por 2-1, nos
quartos venceu a Islândia por 5-2 e na semi-final venceu a Alemanha por 2-0.
Portugal apresentou a jogo Rui Patrício na baliza, Raphaël Guerreiro, José Fonte, Pepe e
Cédric Soares na linha defensiva, William Carvalho, João Mário, Adrien Silva e Renato
Sanches constituíam o meio-campo, Nani e Cristiano Ronaldo comandavam o ataque
lusitano.
A França apresentou Hugo Lloris na baliza, Patrice Evra, Samuel Umtiti, Laurent Koscielny e Bacary Sagna fechavam a linha defensiva. Blaise Matuidi, Paul Pogba e Moussa Sissoko faziam o meio campo e Dimitri Payet, Antoine Griezmann e Olivier Giroud completavam o onze dos Bleus.
Ao minuto 4, primeiro lance de ataque do jogo, com Nani a rematar torto sem perigo à baliza francesa após uma bola lançada ao mesmo por Cédric.
Ao minuto 7 um dos momentos do jogo. Durante a construção de um ataque português, Payet acerta Ronaldo no joelho, deixando-o no chão queixoso.
No minuto 9, lance perigosissímo da seleção francesa. Após recuperar a bola no lado
ofensivo, Giroud cruza para Griezmann que cabeceia para uma defesa monumental de Rui Patrício. Esta defesa que viria a ser eternizada numa estátua em frente ao estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
Ao minuto 21, remate de Sissoko para mais uma defesa do guardião lusitano.
Ao minuto 24, Ronaldo acaba mesmo por sair do jogo de maca e em lágrimas, entrando para o seu lugar Ricardo Quaresma.
Minuto 33, mais uma defesa de Rui Patrício a mais um remate de Sissoko após jogada
coletiva da seleção francesa.
Já na segunda parte, a França continuou por cima do jogo. Aos 65 minutos, cruzamento de
Kingsley Coman para a área com um cabeceamento perigoso de Griezmann.
Aos 74, remate de Giroud para ainda mais uma defesa de Rui Patrício. Ao minuto 78, entra aquele que viria a ser o herói da noite, o até esse momento chamado patinho feio da
seleção, Éderzito suplanta Renato Sanches.
No minuto seguinte, cruzamento desviado de Nani que leva a defesa de Lloris e na
sequência Quaresma tenta um remate acrobático para defesa fácil do guardião francês.
Minuto 83, mais uma defesa de Rui Patrício a mais um remate de Sissoko, numa noite
exímia do guardião português.
Aos 91 minutos, lance mais perigoso do jogo, com André-Pierre Gignac a bater violentamente no poste da baliza portuguesa e a deixar o coração dos portugueses aos
saltos já no fim do tempo regular.
Com o jogo a zeros, seguiu-se para o prolongamento. Ao minuto 94, cabeceamento de Pepe a rasar a baliza francesa, levantando até o banco português.
Aos 103 minutos, canto para Portugal com Éder a subir às alturas e a cabecear para defesa de Lloris numa altura em que a seleção portuguesa estava por cima.
Ao minuto 107, livre de Raphaël Guerreiro a bater estrondosamente na barra francesa,
naquilo que parecia uma premonição de que Portugal ainda sairia por cima.
Aos 109, o momento do jogo. Éder recebe a bola à entrada da área, ganha no corpo a
Koscielny, dispara e marca o único golo da final. Explosão de emoções no lado português.
O patinho feio da seleção passava a cisne branco de um país.
O jogo não mudaria mais e Portugal sagrava se assim campeão Europeu.
Após a desilusão do Euro 2004 em casa, Portugal vencia assim o seu primeiro troféu na história e logo de uma maneira tão emblemática.
Texto: Ruben Fernandes